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MEC distribui PCs para escolas administrarem freqüência escolar pela web

Cerca de 14 mil computadores devem chegar às escolas públicas a partir de abril para que se possa acompanhar freqüência escolar de beneficiados do programa Bolsa Família.

Por COMPUTERWORLD

26 de março de 2007 - 17h29
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O Ministério da Educação (MEC) vai distribuir, a partir de abril, 14 mil computadores para as escolas ingressarem no novo sistema online de acompanhamento de freqüência escolar do programa Bolsa Família.

Desde dezembro de 2006, o sistema que permite a integração de dados é oferecido às escolas, mas nem todas conseguiram aderir devido à falta de equipamentos de informática.

Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, a previsão é que, ainda este ano, 100% das escolas públicas tenham condições de cadastrar os participantes do Bolsa Família usando o novo sistema.

Ele conta que, pelo questionário do censo, foi possível identificar todas as secretarias municipais que não dispunham de computadores.

A freqüência escolar é essencial para que crianças e adolescentes com idade entre 6 e 15 anos, cadastradas no Bolsa Família, recebam o benefício. Por isso, as secretarias estaduais e municipais de educação terão que se adequar ao novo sistema.

Gestores de todo o país se reuniram nesta segunda-feira (26/03), em Brasília (DF) , para conhecer o sistema que permite a cada município disponibilizar pela internet as informações da freqüência do aluno. Antes, as informações eram repassadas pela Caixa Econômica Federal, mas, com o novo sistema, irão direto para o MEC e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à fome.

De acordo com o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, a informatização dos dados vai facilitar a fiscalização dos pré-requisitos impostos para o recebimento do Bolsa Família, como a presença escolar, por exemplo.

Para Haddad, quanto mais o ministério promover essa integração, mais o País vai aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização, focalização e controle, além dos mecanismos de avaliação de impacto e acompanhamento das crianças, famílias e comunidades atendidas. Com isso, serão construídos indicadores e será consolidada uma rede de proteção social através de políticas públicas.

O ministro disse que já enviou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva estudos dos ministérios propondo um reajuste no valor da bolsa com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) integral desde de outubro de 2003, quando foi sancionada a lei que instituiu o Bolsa Família.

O estudo também inclui a proposta de aumentar para 17 anos a idade dos jovens atendidos pelo programa, conforma previsto no Plano de Desenvolvimento da Educação.

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