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Negócios

Alianças em Linux: bom para fornecedores e clientes

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

26 de março de 2007 - 10h52
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Segundo a executiva, os principais apelos de venda da parceria estarão na redução dos custos de manutenção e na flexibilidade de gerenciamento e as duas companhias devem se beneficiar da rede de parceiros já em comum para divulgar a estratégia de Linux. Entre os segmentos com maior potencial de aceitação do sistema, na avaliação de Sandra Vaz, estão telecomunicações e governo.

Efeitos positivos em cadeia

A percepção geral da maior parte dos analistas é de que os benefícios das alianças para código aberto não estão apenas no discurso afiado dos fornecedores: de fato trazem efeitos positivos para os clientes. “Essas aproximações são verdadeiramente positivas para o mercado. Existe a necessidade de interoperabilidade e de suporte de várias partes sobre o Linux e esses acordos trazem isso. É um momento positivo para todas as empresas que pretendem investir em Linux”, comenta Michael Goulde, analista sênior da consultoria Forrester Research.

Além de atender às demandas dos clientes, essas parcerias ainda satisfazem outras necessidades estratégicas das companhias. Segundo Goulde, a Oracle está conseguindo preencher uma lacuna que a Red Hat não conseguiu ocupar em termos de oferta e suporte de produtos, ao mesmo tempo em que a parceria com a IBM deixa a companhia mais forte para competir nesse mercado.

“A IBM tem muito mais experiência em construir e manter sistemas operacionais do que a Oracle. O acordo fornece mais ‘engenharia’ para que a oferta de sistemas em mainframes aconteça. De uma certa forma, uma complementa a outra”, ressalta.

Já a Microsoft, complementa o analista, andava nas beiradas do código aberto – ainda que na surdina – há algum tempo, tentando ser compatível com o Unix e operar com diversos sistemas operacionais. “Mas eles nunca foram convincentes”, diz. No entanto, como os clientes continuaram se manifestando a favor dos ambientes heterogêneos, chegou uma hora em que foi necessário responder de alguma outra forma, complementa Goulde.

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