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Ao contrário da Intel, Samsung vai manter investimentos em seu país de origem

A segunda maior fabricante de chips não tem planos de seguir a Intel Corporation e construir uma fábrica na China no curto prazo, segundo um alto executivo da companhia.

Por COMPUTERWORLD

27 de março de 2007 - 10h53
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A Samsung Electronics não está sequer analisando a possibilidade de construir uma fábrica de chips na China no curto prazo, mas poderá considerar uma joint venture no futuro, disse hoje Chang-Gyu Hwang, presidente da unidade de semicondutores da companhia coreana.

"A China é um  mercado em expansão, mas é também um mercado de baixo preço e reduzido nível de produtos", afirmou o executivo em uma conferência com a imprensa em Taipei.

A Samung planeja manter seu foco nos investimentos na Coréia do Sul, seu país de origem, onde se beneficia de ter o centro de pesquisa e desenvolvimento próximo de sua unidade fabril, Hwang disse.

A única outra grande localidade onde a Samsung mantém produção é em Austin (Texas), onde ela pretende fazer ampliações por conta da proximidade dos seus maiores clientes e de uma elevada capacitação de pessoal.

Ontem, a Intel, maior fabricante de chips para computador, anunciou a decisão de investir 2,5 bilhões de dólares em uma fábrica de processadores na China. Alguns analistas consideraram que a estratégia deve estar ligada a subísidios e benefícios fiscais, além de se tratar do maior mercado em crescimento neste momento.

Os comentários do executivo da Samsung sugerem que nem todo fabricante de chips irá correr para a China somente porque a Intel o fez, apesar de alguns relatórios indicarem esse movimento. As afirmações de Hwang também mostram um ponto de vista diferente de como os fabricantes podem usufruir do crescimento chinês.

A Samsung opera um laboratório de testes e de montagem de chips em Suzhou (China), e tem um centro de pesquisa e desenvolvimento nas proximidades. Muitos outros fabricantes de chips operam unidades desse tipo na China.

O empacotamento e o teste são as últimas etapas na produção de um chip e são de uso intensivo de mão-de-obra, o que faz com que a barata mão-de-obra chinesa seja um benefício.

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