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Oracle mantém estratégia de aquisições e espera crescer em SMB
Nos últimos 32 meses foram 31 aquisições. E para o horizonte próximo, não existe nenhum indício de que a tendência compradora deverá diminuir, diz presidente mundial da companhia, Charles Phillips.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Nos últimos 32 meses foram 31 aquisições. E para o horizonte próximo, não existe nenhum indício de que a tendência compradora deverá diminuir. Essa foi uma das mensagens passada pelo próprio presidente mundial da Oracle, Charles Phillips, durante o primeiro dia do Oracle Open World, realizado em São Paulo.
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Segundo Phillips, algumas das justificativas para continuar o processo é que as aquisições têm dado velocidade para a Oracle, trazido inovação e bons resultados. “Até mesmo nossos clientes estão nos encorajando a fazer aquisições”, comentou, sem informar quais as áreas de interesse potencial interesse da companhia. “Só posso dizer apenas para vocês ficarem ligados no que vem por aí”, resumiu. Nesta semana a companhia arrematou a Tangosol, da área de grid computing.
Phillips informou também que as aquisições são formas de rechear efetivamente o portifólio da companhia, e isso tem feito com que a Oracle se torne cada vez mais uma empresa “completa e aberta”. O executivo comparou ainda as operações de IBM, SAP e Microsoft e aproveitou para alfinetar dizendo que a gigante alemã “não é nem completa e nem aberta” em termos de linha de produtos e em termos de filosofia e oferta ao mercado.
“Somos mais parecidos com o que é a Microsoft em termos de plataforma Windows no que diz respeito a portifólio. Eles são completos, e nós também”, ressaltou. Entretanto, o executivo disse que a diferença principal é que a Microsoft também não é aberta. Até mesmo a IBM, parceira de longa data da Oracle, foi analisada como “aberta, mas incompleta” do ponto de vista de produtos.
Foco em pequenas empresas
A idéia da Oracle agora é crescer no segmento de pequenas empresas, que na América Latina já corresponde a 65% dos clientes, segundo Luiz Meisler, presidente da companhia na região.
Para reforçar a estratégia a companhia anunciou um programa e uma divisão específicos para o segmento. O programa leva o nome de Oracle Accelerate e inclui um pacote de soluções pré-configuradas que prometem reduzir em até 30% o tempo de implementação.
A solução tem pacotes de soluções das linhas Oracle e-Business Suíte e JD Edwards, além dos serviços de implementação. Trinta parceiros da região já estão capacitados para oferecer a nova proposta, que terá também diferenciais na forma e no tempo de financiamento. Segundo Silvio Genesini, gerente-geral da Oracle Brasil, o formato, porém, não está consolidado. “Devemos experimentar por uns dois trimestres para ver o que dá para fazer com o modelo”, disse.
Junto com o programa a Oracle criou uma divisão específica para lidar com o mercado de pequenas e médias, que será comandada por Tony Kender.
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