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Software como serviço: caminhada rumo ao amadurecimento
A tecnologia já está pronta e a necessidade dos usuários existe. Mas, antes que o mercado comece esquentar para valer, a oferta precisa se qualificar para dar garantias e certezas a quem as adquire.
Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD
No meio da noite, a fome bate. Cambaleantes de sono e preguiça, as pernas o levam à cozinha e você olha para o único alimento disponível: bananas verdes. Apesar da necessidade, a dúvida desbanca o estômago vazio, porque a fruta não amadurecida pode ser azeda e resultar em uma noite ainda mais mal dormida.
A escolha é parecida com a decisão de adotar um novo conceito de tecnologia, como o software como serviço (SaaS). Há a necessidade, mas também a insegurança em adotar algo que ainda não testado pelos pares em outras empresas. Convivem no mercado, portanto, os interessados que esperam, os que assumem riscos (chamados de early adopters) e implementam mesmo sem outros casos e, finalmente, alguns receosos. “A percepção dos clientes ainda é de dúvida e nós, fornecedores, temos o papel de convencê-los de que esse é um modelo seguro”, afirma o presidente da Business Objects no Brasil, Fernando Corbi.
O executivo explica que sua empresa ainda não trouxe ao Brasil as ofertas de SaaS, mas que isso está em fase de análise. “Pelo resultado dos nossos testes, o momento de lançar está chegando”, revela, acrescentando que não pode esperar mais, ou então alguma outra empresa vai chegar e dominar o mercado.
Apesar de o interesse pelo SaaS parecer uma grande oportunidade para Corbi, a EMC discorda. O gerente da área de content management e archive da empresa, Eduardo Caetano, diz que não sente ainda o mercado preparado para essa demanda. “Como o nosso foco é a gestão da informação, não enxergo uma preparação e a necessidade. Por isso, não teria escala se oferecesse o SaaS”, diz. Entretanto, Caetano reitera que sua teoria se aplica ao negócio e que não é regra para outras soluções, em que o SaaS pode ser uma tendência.


