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Estudo do ITA mostra fragilidade das urnas eletrônicas brasileiras

Quase metade das urnas usadas em Alagoas nas últimas eleições para governador tiveram algum tipo de perda de integridade, segundo estudo.

Por COMPUTERWORLD*

29 de março de 2007 - 14h35
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O professor da Divisão de Ciência da Computação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) Clóvis Torres Fernandes, informou hoje que analisou todas as urnas eletrônicas de Alagoas nas últimas eleições e concluiu que, em 44,19% das 5.166 urnas, houve alguma perda de integridade.

Em 1.619 delas foram detectados problemas na totalização de votos para governador, o que significou a perda de 22.562 votos. A perícia foi feita a partir de uma representação judicial feita pelo candidato derrotado ao governo de Alagoas João Lyra (PTB), que questionou a segurança do sistema eletrônico de votação.

O professor fez três sugestões para amenizar os problemas: voltar ao voto impresso enquanto não for possível garantir a auditoria do voto virtual, realizar teste de penetração para avaliar se a urna antes das eleições pode ser invadida e fazer uso de técnicas de criminalística computacional para exames mais detalhados das urnas suspeitas.

O representante do ITA participa de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania sobre segurança das urnas eletrônicas. Depois dele, o engenheiro Amílcar Brunazo Filho, representante do Fórum do Voto Eletrônico, apresentou sua opinião sobre os equipamentos do TSE.

Lei sobre urna eletrônica é deficiente, diz engenheiro
Brunazo Filho advertiu que a legislação sobre voto eletrônico brasileira (Lei 10.740/03) não prevê mecanismos eficientes de fiscalização do sistema eletrônico de votação.

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