Negócios
Web 2.0: nascidos e criados no novo mundo
Apesar das indefinições, já existem no Brasil usuários corporativos de aplicativos Web 2.0 e empresas que usam interatividade como a base para seus modelos de negócios. Conheça um exemplo.
Por Rachel Rubin, especial para o COMPUTERWORLD
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Apesar das indefinições quanto à atuação dos principais fornecedores de TI, já existem no Brasil usuários corporativos de aplicativos Web 2.0 e empresas que usam interatividade e colaboração dos serviços via internet como a base para seus modelos de negócios. É o caso da Camiseteria.com, cujas peças são criadas exclusivamente pelos usuários e clientes do site.
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Aberta há um ano e meio, a loja virtual atingiu o break even com apenas quatro meses de existência e permite que os clientes mantenham blogs dentro do site, por exemplo. “Nascemos com foco na Web 2.0: dar ao usuário o poder de criar é uma mudança de paradigma”, diz Fábio Seixas, um dos sócios.
Pela necessidade de maior firmeza de propósito para atuar na internet, muitas vezes é preciso rever o caminho. Foi o que aconteceu com o Apontador, que oferece mapas e rotas online. Fundado em 2000, a princípio o site serviria como vitrine para vender outros produtos, como plataformas de geoprocessamento e rastreamento de veículos. Os serviços de localização, até então gratuitos, no entanto, eram cada vez mais demandados, chegando a contar com 600 mil usuários por dia.
Em 2004, ainda com suas contas no vermelho, o Apontador optou por “fechar” o site, passando a cobrar por todos os serviços disponíveis. “A partir daí começamos a buscar clientes corporativos”, revela Rafael Siqueira, sócio e CTO.
Mergulhar novamente no mundo da internet foi uma questão de tempo – pouco tempo, por sinal. Com grandes empresas, como Microsoft e Google, entrando no segmento de mapas, no fim do ano passado o Apontador abriu novamente seu site. Mas com diferenças significativas. Hoje, conta com serviços como visualização de pontos de interesse no mapa (postos de gasolina e parques, por exemplo); sem contar a possibilidade de acessar aplicativos diversos, como calculadoras de pedágio, previsão do tempo, guia de cinema, fotos aéreas do Google Earth e vídeos do YouTube, além de uma área voltada a comunidades, onde usuários podem cadastrar locais e compartilhá-los com outros internautas.
O portal tem hoje 1 milhão de usuários. “Todas as funcionalidades estão calcadas no conceito de conteúdo colaborativo”, completa Siqueira que, em breve, também passará a negociar links patrocinados. Mudança total no modelo de negócios: “Em 2010, a intenção é que a receita com publicidade seja duas vezes maior do que a de todo o serviço corporativo.”
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