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Farmácias precisarão de TI para vender remédio tarja preta

Venda de medicamentos restritos será controlada por sistema informatizado que deverá estar em funcionamento em até um ano, batizado de Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados.

Por COMPUTERWORLD

03 de abril de 2007 - 19h41
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Até abril do próximo ano, todas as farmácias que quiserem continuar vendendo medicamentos com tarja preta deverão se integrar ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados. Apresentado na manhã desta terça-feira (03/04) no Palácio do Planalto, o sistema é um instrumento informatizado que substituirá o atual controle manual no monitoramento destes remédios, que podem causar dependência física e psíquica se utilizados de forma errada.

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo de Mello, explicou que o sistema permitirá o cálculo das doses diárias vendidas e o controle do que está sendo consumido.

De acordo com executivo, as farmácias necessitam apenas de um computador e acesso à internet para se integrar ao sistema, além de um programa (software) para o controle dos medicamentos, que será escolhido por cada comerciante. Ele afirma que está sendo estudada a concessão de financiamento às farmácias que precisarem comprar um computador.

O responsável pela farmácia deverá repassar os dados sobre a compra, venda, transferência ou perda de medicamentos, com o nome do médico que prescreveu a receita, do estabelecimento distribuidor e dados técnicos sobre o remédio.

A resolução que instituiu o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (02/04). As farmácias de manipulação de todo o país e as drogarias das regiões Sul e Sudeste e do Distrito Federal têm seis meses para ingressar no sistema. As drogarias do Nordeste têm nove meses e as do Norte e Centro-Oeste, um ano.

As farmácias que não ingressarem no tempo previsto não poderão mais comercializar remédios controlados, como psicotrópicos, entorpecentes, anabolizantes e anorexígenos (usados para emagrecimento). De acordo com a Anvisa, o estabelecimento que vender tais produtos sem informar ao sistema poderá ser enquadrado no crime de tráfico de drogas. Atualmente, o Brasil tem cerca de 70 mil farmácias e drogarias.

O diretor-executivo da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma), Lauro Moretto, acredita que o novo sistema proposto pela Anvisa vai permitir o rastreamento dos medicamentos que estão sujeitos a controle. Ele acha que as pequenas empresas poderão ter dificuldade para implementar o sistema, mas os benefícios para a população devem compensar.

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