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Qual será a tecnologia utilizada pelos turistas do futuro?

Estudo feito pela Henley Centre HeadlightVision busca indicar quais tecnologias serão utilizadas e quais grupos de turistas estarão voando em 2020.

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

09 de abril de 2007 - 12h20
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Em tempos de crise aérea no Brasil, fica difícil imaginar um aeroporto tranqüilo, com atendimento diferenciado e com as companhias aéreas atuando de maneira personalidade para cada grupo de clientes. E, para isso, se apoiando em uma infra-estrutura aberta e interoperavel de tecnologia, com utilização pesada de soluções identificação e localização, como o GPS e o RFID, ferramentas de comunicação online com vídeo e sistemas de distribuição em suas viagens pelo mundo.

Esta é uma das direções que aponta o estudo “Future Traveller Tribes 2020” (em inglês e pdf), feito pela consultoria Henley Centre HeadlightVision em 14 países. Patrocinado pela Amadeus, empresa que fornece soluções para o setor, o levantamento definiu quatro grandes grupos que vão liderar o setor e utilizarão tecnologias para melhorar sua experiência. Na prática, garante o levantamento, a tecnologia será um diferencial “em todos os estágios das jornadas do turista, do agendamento das viagens, passando pelo check-in, pelo atendimento no vôo e no relacionamento com as bagagens”.

Antes disso, contudo, as empresas do setor precisam cuidar de um tema delicado: o legado e a falta de interoperabilidade entre as plataformas dos diversos fornecedores. “Em qualquer setor, a inovação é a chave. Mas, para isso, é preciso que as plataformas de hoje, que não se falam, comecem a interoperar. Adotar soluções abertas e interoperáveis é o maior desafio hoje”, aponta André Fróes, gerente de marketing da Amadeus.

Ao comentar sobre as possibilidades, o executivo destaca como a democratização dos serviços vai culminar em uma pressão por queda dos preços e, consequentemente, em uma diversificação maior da oferta, muito além da classe executiva e econômica.

O primeiro grupo é formado pelos executivos globais, que estarão viajando pelo mundo e terão exigências grandes, como o trabalho durante as viagens – como videoconferência -, entre outros serviços. O segundo é de idosos ativos que, depois de aposentados, passarão mais tempo viajando pelo mundo e dependendo bastante de tecnologia para controlar suas bagagens, além de seus sinais vitais durante o vôo.

Já o terceiro será de Cosmopolitan Commuters, pessoas que moram e trabalham em cidades diferentes. O grupo atuará com novas ofertas para reservas com uso a interface em seu PDA e facilidade para remarcações. O último é o de clãs globais que usará o transporte aéreo para visitar parentes que moram em outros países, mas terá necessidades especiais para comprar passagens mais baratas e com alta utilização da internet.

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