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Negócios

Abinee alerta para risco de 'desindustrialização' se atual câmbio for mantido

Nova direção da entidade levou documento esta manhã ao novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

09 de abril de 2007 - 16h09
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O empresário Humberto Barbato, que assume hoje a presidência da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), entregou esta manhã ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, documento em que a entidade aponta os impactos da desvalorização cambial em cada segmento dessa indústria.

Segundo o executivo, caso permaneça a atual valorização do real frente à moeda americana, o País "caminha para a desindustrialização". Reiterando que "o câmbio está desequilibrado", Barbato questionou: "o que vai acontecer com o emprego?", em encontro com a imprensa há pouco.

O estudo da Abinee mostra que, apenas em 2006, o real se valorizou 11,81%. Dessa forma, a importação de itens ficou mais barata, o que desestimula a fabricação local. Além disso, o País perdeu competitividade nas exportações.

"Isso foi apenas em um ano (2006). Temos que somar o impacto desde 2003", quando a desvalorização do dólar começou, salientou o novo presidente da Abinee.

Segundo ele, o ministro se comprometeu a avaliar o assunto, que será retomado em um segundo encontro entre a indústria e a pasta, ainda sem data marcada. "O estudo mostra que nossas queixas têm fundamento", afirmou Barbato. "Nossa dose de criatividade tem limites", queixou-se o executivo.

Segundo o estudo, os custos e despesas do setor, em dólares, têm incremento de 0,7% para cada ponto percentual de valorização cambial. No ano de 2006, esses custos e despesas cresceram 7,37%.

O Brasil perdeu competitividade na exportação de todos os setores envolvidos na Abinee, de acordo com o estudo. O maior impacto foi no setor de fios, cabos e condutores e no de equipamentos para energia elétrica, que têm os maiores índices de nacionalização.

No setor de informática, o aumento de custos e despesas para exportar foi de 4,86%, enquanto no de telecomunicações, de 4,31%.

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