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Índia enfrenta dificuldades para atrair investimento em fábrica de chips

País perdeu projeto da Intel, apesar de ter se disposto a financiar até 25% do custo total. Segundo o Gartner, melhor infra-estrutura beneficiou a China.

Por COMPUTERWORLD

09 de abril de 2007 - 12h03
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Não é só o Brasil que enfrenta dificuldades para atrar investimentos na manufatura de chips. A decisão da Intel de construir uma unidade na China a partir de um investimento de 2,5 bilhões de dólares representou uma séria perda para a Índia, que provavelmente não assistirá a nenhum projeto por parte de grandes companhias no país este ano em função de sua precária infra-estrutura, afirmou um analista do Gartner em relatório divulgado este final de semana.

A Índia chegou a oferecer financiamento a cerca de um quarto do custo total do projeto da Intel, mas ainda assim perdeu o projeto , afirmou Ganesh Ramamoorthy, analista do Gartner.

"A decisão da Intel de mover o projeto da fábrica para a China foi motivada principalmente pela superioridade daquele país em infra-estrutura, em relação à Índia, e a Intel precisa estar mais próxima dos seus clientes em países como China e Japão, ainda que a oferta de talentos na área de semicondutores seja considerada inferior à da Índia", afirmou Ramamoorthy, em seu relatório.

Com a segunda maior população mundial, a Índia luta para ganhar presença na manufatura, segmento hoje dominado pela China. No mercado de semicondutores, os investimentos fabris representam projetos de bilhões de dólares e milhares de vagas de emprego. Ainda que não enfrente carência de oportunidades para seus talentos, a produção de chips ainda não atraiu investimentos ao país indiano.

Os principais investimentos na produção de chips no ano passado aconteceram no Japão, Estados Unidos, Taiwan e Coréia do Sul, segundo informações publicadas pela Semiconductor Equipment and Materials International. Os aportes na China cresceram mais que em outros países, para 2,3 bilhões de dólares - ou 74% acima do ano anterior - mas o investimento de maior volume aconteceu no Japão, de 9,2 bilhões de dólares.

A Índia, que é mais conhecida por suas habilidasdes em pesquisa e desenvolvimento e o foco em serviços terceirizados, tenta atrair uma fábrica de chips para desenvolver talentos na manufatura. No mês passado, o governo aprovou uma série de incentivos que possam estimular um investimento desse tipo, com a disposição de financiar até 35% de um projeto completo.

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