Negócios
Para nova diretoria da Abinee, Brasil tem tamanho para atrair fábrica de chips
Segundo dados apresentados por Humberto Barbato, só os setores de informática e de telecomunicações já gerariam demanda suficiente para unidade local.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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O executivo Humberto Barbato, que hoje assume a presidência da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), afirmou há pouco, em seu primeiro encontro com a imprensa, estar "convencido de que o mercado brasileiro é de tal grandeza que tem como atrair investimentos à produção de semicondutores".
Segundo dados apresentados por Barbato, o Brasil vai demandar 80 milhões de chips de memória RAM caso atinja o consumo de 10 milhões de microcomputadores este ano, número estimado pela própria Abinee a partir de um estudo da consultoria IDC.
Além disso, o País consome 250 mil wafers anualmente para usos como memória flash e microprocessadores, tanto pelos segmentos de informática como de telecomunicações. "São números que justificam a instalação de algumas fábricas", afirmou o executivo.
Segundo ele, a edição da Medida Provisória 352, que instituiu o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis), em janeiro deste ano, "foi um bom primeiro passo para vencer a inércia" no segmento.
O novo presidente da Abinee reiterou que "existe, sim, mercado suficiente para que o Brasil tenha produção local de semicondutores" e afirmou que a entidade vai continuar a defender a atração desse tipo de investimento.
Na semana passada, a Intel anunciou um investimento de 2,5 bilhões de dólares em uma fábrica de chips na China, unidade pela qual a Índia chegou a lutar, mas que perdeu por dispor de uma infra-estrutura mais precária, segundo avaliação do Gartner.
No final de março, o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), de Porto Alegre (RS), entregou à empresa Altus o primeiro chip comercial desenvolvido pelo laboratório. Segundo o centro, o Brasil estava há 10 anos fora da corrida tecnológica na área de microeletrônica, mas, com iniciativas como a do Ceitec, poderá mostrar a viabilidade do desenvolvimento local.
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