Negócios
Microsoft e Fapesp investem R$ 1,6 milhão em projetos de pesquisa em TI
Interessados em participar da primeira chamada, aberta nesta terça-feira (10/04) têm até 11 de junho para apresentar suas propostas.
Por Daniela Moreira, do IDG Now!
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A Microsoft e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
(Fapesp) inauguram nesta terça-feira (10/04) o Instituto Microsoft
Research - Fapesp de Pesquisas em TI, voltado a financiar pesquisas em
tecnologia e comunicações no Estado de São Paulo.
Ao todo, as
instituições planejam um investimento inicial de 800 mil dólares (1,6
milhão de reais), sendo que nesta terça-feira foi aberta a primeira chamada
para seleção de projetos, aos quais já estão reservados 1 milhão de
reais. Os investimentos são feitos em partes iguais pela Microsoft e
pela Fapesp.
Os interessados em participar da chamada têm até 11
de junho para apresentar suas pesquisas. Segundo Carlos Henrique de
Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, a expectativa é que sejam
apresentados cerca de 30 projetos neste primeiro edital. Na chamada,
está descrito que o objetivo é selecionar cinco propostas com valor
individual entre 50 mil e 150 mil dólares.
Os projetos devem ser
associados aos temas selecionados pelo instituto, entre eles uso de
plataformas móveis para prestar serviços de saúde à população de baixa
renda; aumento da conectividade por meio de redes sem fio em áreas sem
infra-estrutura; interfaces para iletrados ou iniciantes em computação;
e aplicações para acesso a serviços de saúde, educação e comércio.
De
acordo com os responsáveis pela iniciativa, a propriedade intelectual
dos projetos será inteiramente reservada às instituições de ensino e
pesquisa, mas é papel do instituto garantir que os resultados sejam
divulgados à comunidade científica internacional, fomentando a
colaboração.
Segundo Henrique Malvar, diretor geral do Microsoft
Research (braço de pesquisas da multinacional, sediado em Redmond,
Estados Unidos), a companhia possui diversas alianças com instituições
de ensino em todo mundo e as pesquisas realizadas no universo acadêmico
contribuem para o aprimoramento e para a inclusão de produtos ao
portfólio.
Um exemplo de produto inteiramente desenvolvido no
mundo acadêmico, em parceria com a Universidade de Washington, é o
Photosynth, software que permite transformar as fotos dos usuários em
álbuns 3D, segundo Malvar. “Temos diversas parcerias em todo mundo, mas
esta é a primeira da América Latina”, ressalta o executivo da Microsoft.
Para
o diretor científico da Fapesp, a aliança com o mundo acadêmico abre
portas para a inovação nas companhias. “A interação com a pesquisa
acadêmica não resultar em produtos que a empresa vai vender na semana
que vêm. Para isto eles têm um time interno de desenvolvimento. Mas o
que esta empresa vai ser em 10 anos é diretamente influenciado pela sua
relação com a comunidade acadêmica”, define Brito.
Mais informações podem ser obtidas nos sites da Fapesp e da Microsoft.
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