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Laptop educacional rouba atenção de guru do Linux nos corredores do FISL

Crianças estudantes da escola do projeto Um Computador por Aluno roubam os holofotes do guru do Linux, Jon Maddog Hall, nos corredores do primeiro dia do Fórum Internacional de Software Livre.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD*

12 de abril de 2007 - 13h16
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Figura conhecida internacionalmente como guru do Linux,  Jon “Maddog” Hall não foi o centro de atenções de quem passava pelos corredores do 8° Fórum Internacional de Software Livre, aberto nesta quinta-feira (12/04) em Porto Alegre. Na realidade, o mestre do código aberto perdeu espaço para um grupo de desconhecidos que se aglomerava a alguns metros dele. O motivo? O pequeno aparelho que carregavam nas mãos e usavam freneticamente: o laptop XO, de Nicholas Negroponte, utilizado para fins educacionais.

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Os pequenos que despertaram atenção dos visitantes e os flashes da imprensa nessa primeira manhã do evento fazem parte do grupo de estudantes da quarta série da Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu, de Porto Alegre (RS), uma das instituições escolhidas para comandar o projeto piloto Um Computador por Aluno na região. Desde o dia 19 de março a instituição utiliza o XO em atividades de classe diárias.

foto_fisl_OLPCKetilen Cardoso Rosa (foto), de 10 anos, era uma das alunas da turma que exibiam com orgulho – e grande desenvoltura de uso - seu laptop personalizado com um adesivo para a multidão que se aglomerava, curiosa, em torno do grupo. “Usamos todos os dias para fazer pesquisas, escrever os trabalhos. É mais legal do que escrever no caderno”, contou. Segundo a garota, entre as atividades que tornaram as aulas mais interessantes estão o tempo para pesquisas na internet – via rede Mesh -, a redação dos trabalhos no próprio aparelho e o tempo para diversão, com jogos, chat, envio de e-mail e câmera embutida no equipamento. Tudo rodando sobre plataforma aberta.

Para quem está à frente do grupo e utiliza o aparelho nas atividades diárias, o laptop tem significado uma ferramenta importante de aprendizado, embora tenha trazido uma apreensão natural no início. “Realmente eles estão mais atraídos pela escola, descobrindo novas atividades, as pesquisas e ampliando o interesse pela leitura”, comenta a professora Miriam Epífano Ribeiro. Os equipamentos são utilizados como complemento aos livros e cadernos e há quase um mês estão focados na elaboração de  projetos interdisciplinares que buscam estimular a capacidade de uso da informática e tornar o conteúdo educacional mais atraente.

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