Publicidade

Negócios

Software público promete novas oportunidades de negócio

Modelo de software livre idealizado pelo governo federal contribui para geração de negócios e oportunidades entre empresas brasileiras de tecnologia.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD*

13 de abril de 2007 - 07h00
página 1 de 3

Especial_Linux_selo_inícioDiz o ditado que a necessidade é a mãe da criatividade. E, de fato, não são poucos os indícios de que ele pode ser aplicado na área corporativa: quantos negócios lucrativos já não surgiram em decorrência das necessidades pessoais de seus sócios ou idealizadores?

Na esfera brasileira de TI, especificamente entre empresas de software, o ditado acima vem sendo traduzido em oportunidade de negócios, mas em um formato um pouco diferente: quem teve a idéia inicial não necessariamente é o beneficiário de seus bons resultados. Aliás, ao contrário. O idealizador compartilha a galinha dos ovos de ouro com todos aqueles que quiserem aproveitar e explorá-la comercialmente.

O modelo em questão, na prática, é o que o governo federal tem chamado de programa brasileiro de software público. Trata-se de uma iniciativa em que órgãos públicos desenvolvem e liberam o código de determinado programa para download, em uma estratégia com princípios semelhantes aos seguidos pela comunidade de software livre – em termos de distribuição e capacidade de manipulação.

O mais popular deles, o Configurador Automático e Coletor de Informações Computacionais (Cacic), que detalha características do parque computacional em hardware e software, já tem mais de 200 downloads e tem gerado uma movimentação de serviços relacionados que surpreende até mesmo os próprios idealizadores.

A rede de serviços que foi gerada em torno do Cacic começou a ser identificada em meados do segundo semestre do ano passado, quando o governo decidiu oferecer um cadastro gratuito para as empresas que já prestavam serviços relacionados ao software, como suporte, manutenção, implantação, treinamento e personalização. Até o final de março, nada menos do que 360 prestadores de serviços autônomos e empresas – em sua maioria de pequeno porte – estavam listados.

A maioria das companhias tem visto esses códigos oferecidos pelo governo como uma forma de incrementar suas ofertas e aumentar as perspectivas de negócios, especialmente com serviços como suporte, manutenção, implantação, treinamento e personalização. Esse é o caso, por exemplo, da catarinense OpenS, que atua na consultoria e implementação de software livre dentro de seus clientes. A empresa tem utilizado o Cacic como ponto de partida para coletar os dados das organizações a serem monitoradas e o integra para apoiar os seus serviços de consultoria.

Um dos contratos de grande porte no qual a OpenS está trabalhando com o Cacic é o do Grupo Moldurarte, indústria do ramo de molduras e rodapés com operações em três países. "Nesse cliente, chegamos a utilizar o sistema para mapear 500 máquinas com a ferramenta", ressalta Douglas Conrad, diretor de tecnologia da empresa.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Iniciativa interessante

São políticas públicas dessa natureza que se espera dos governos, na medida em que fomentam o desenvolvimento tecnológico, gerando boas oportunidades àqueles que delas necessitam para alavancarem seus projetos.
Bruno - 06 Mai 2007, 23h56
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld