Negócios
Software público promete novas oportunidades de negócio
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD*
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Para Corinto Meffe, coordenador do programa de Software Público e integrante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a surpresa está justamente na movimentação que o projeto de software público gerou no mercado de prestadores de serviços. Isso porque o objetivo principal não estava especificamente em movimentar a economia dessas companhias. "A intenção inicial era levar à comunidade de software livre algumas das contribuições que os órgãos públicos faziam sobre o código aberto. Mas acabou gerando mais oportunidades do que inicialmente imaginávamos", aponta.
Uma pesquisa feita sob o comando de Meffe em novembro de 2006 com 47 prestadores de serviço comprova as oportunidades. De acordo com o levantamento, para 21% da amostra o Cacic já gerou novas vendas ou contratos, ao passo em que houve geração de receita direta em 14% dos casos. Serviços de implantação e suporte eram os mais solicitados pelos clientes até a época da pesquisa.
A rede se tornou pública depois que o grupo destinado aos trabalhos do software público optou por publicar na internet a relação dos prestadores de serviços vinculados ao Cacic. No site Guia Livre as listas detalham os nomes das empresas ou dos profissionais responsáveis pela prestação de serviços relacionados ao software, contatos e localidade. Um ponto de atenção, entretanto, é que o cadastro é feito pela própria companhia ou prestador interessado em divulgar seu trabalho e o governo não garante a qualidade dos serviços listados.
Expansão em vista
Embora até o momento as principais estatísticas e a rede de prestação de serviços tenham sido criadas principalmente em torno do Cacic, programa pioneiro do formato e mais conhecido até o momento, a idéia do governo federal é continuar liberando o código de outras soluções. Na quinta-feira (12/04), por exemplo, foi liberado para download o Sistema de Gestão de Demandas (SGD), que transforma as demandas internas em projetos que são controlados pelo escritório de projetos. A ferramenta foi desenvolvida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, autarquia vinculada ao Ministério da Educação. Outra novidade é o Controlador Centralizado do Ambiente de Rede (Cocar), software para capturar informações de redes, de criação também da Dataprev, idealizadora do Cacic.
De acordo com Meffe, a estratégia prevê a concentração de todas essas soluções disponíveis à comunidade no recém-lançado Portal do Software Público entre elas os já disponíveis OpenACS – framework de desenvolvimento web – e o Sisau-Saci-Contra, tripé para atendimento a usuários, gerenciamento de portais e controle de acesso. "Até o fim do ano a intenção é fazer um grande cadastro para prestadores de serviços de soluções públicas", explica.
Iniciativas à parte, um aspecto no qual a estratégia deixa a desejar é a própria divulgação do vem sendo feito. Meffe reconhece que ainda existe muito espaço potencial tanto para usuários quanto para prestadores de serviços relacionados ao software público. Por seu lado, o governo promete bastante
barulho nos próximos meses no sentido da popularização da iniciativa. Se de fato for eficiente nessa comunicação, a tendência é que se vejam benefícios para todos os lados.
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Iniciativa interessante
São políticas públicas dessa natureza que se espera dos governos, na medida em que fomentam o desenvolvimento tecnológico, gerando boas oportunidades àqueles que delas necessitam para alavancarem seus projetos.
Bruno - 06 Mai 2007, 23h56
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