Negócios
Brasil deve ser referência em software livre nos próximos anos
Sady Jacques, um dos coordenadores do Fórum Internacional de Software Livre (FISL 8.0), comenta que qualidade dos técnicos e desenvolvedores locais deve ser a chave para o crescimento.
Por Por Camila Fusco, repórter do Computerworld
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O Brasil tem potencial para estar entre os dez países referência em software livre em um horizonte de cinco anos, o que deve ser fomentado especialmente pela qualidade de seus desenvolvedores e técnicos envolvidos no assunto. Essa é a percepção de Sady Jacques, coordenador-geral da Associação Software Livre.org, uma das organizadoras do Fórum Internacional de Software Livre (FISL), que realiza sua oitava edição nesta semana em Porto Alegre (RS).
Na avaliação do executivo, esse movimento de reconhecimento da qualidade do profissional brasileiro já começou, e o País começa a despontar como pólo exportador de talentos nessa área. Em entrevista exclusiva ao COMPUTERWORLD, Jacques comenta as perspectivas para o código aberto no Brasil e também detalha as expectativas sobre o FISL 8.0, que acontece até o próximo sábado (14/04) e espera reunir até 7 mil pessoas. Leia os principais trechos:
Desde a primeira versão do Fórum Internacional de Software Livre, oito
anos atrás, o que mudou para a edição atual?
Sady Jacques –
Podemos dizer que houve um amadurecimento no processo. Iniciamos naquela época
tentando criar um espaço de interlocução, um movimento que envolvia usuários,
desenvolvedores, universitários, enfim, um conjunto de pessoas que estavam
começando a desenvolver software livre e não tinha espaço mais organizado para
fazer uma celebração. Esse espaço vem cumprindo a função desde então e, mais
recentemente, vem procurando dar conta de uma série de demandas que o
relacionamento com o conceito de software livre acaba construindo, como questões
sobre o que fazer com o código desenvolvido e como torná-lo economicamente
viável. Esse amadurecimento produz resultados práticos. Antes tínhamos em fase
incipiente um sistema operacional para desktops e hoje temos uma série de
opções. O código aberto se aprimorou, está mais competitivo. E é por essa
competitividade que podemos conversar de forma mais objetiva sobre os
resultados.
Pode-se entender então que o fórum está mais profissional
e tem sido encarado por muitas empresas como centro gerador de
negócios?
Acredito que sim. Para as grandes empresas as oportunidades
nascem justamente da percepção desses movimentos de popularização do código
aberto. A partir da demonstração de interesse do mercado. Por seu lado, esses
players têm visto que cada vez mais o segmento de software livre se caracteriza
como uma alternativa viável de negócios.
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