Negócios
Brasil é 'estrela a brilhar' em software livre, diz Jon 'Maddog'
Segundo fundador do movimento Open Source Internacional, integração entre governo e iniciativa privada faz com que o País esteja para atingir projeções internacionais.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD*
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A integração de esforços de governo e algumas instituições do setor privado faz com que o Brasil esteja no caminho para atingir projeção internacional na esfera de software livre. Essa é a opinião de Jon 'Maddog' Hall, um dos fundadores do movimento Open Source Internacional.
"Essa cooperação faz com que o Brasil seja uma estrela a brilhar na área de software livre", disse o especialista ao COMPUTERWORLD durante o segundo dia do 8º Fórum Internacional de Software Livre (FISL).
Na avaliação do executivo, as iniciativas do governo federal de dar preferência aos programas de código aberto nos órgãos públicos e mesmo as iniciativas de inclusão digital - como os telecentros - são exemplos viáveis de popularização do modelo livre.
Entretanto, o especialista ressalta que ainda não é ampla a percepção do País como nome forte do software livre globalmente em virtude, sobretudo, da pouca divulgação que se faz sobre o tema no exterior. "Acredito que o governo do presidente Lula tem feito um bom trabalho internamente sobre o código aberto, mas considero que seria positivo para o País falar mais sobre o modelo em ambientes internacionais", comentou.
Uma alternativa, segundo o executivo, seria aumentar a participação em eventos internacionais de código aberto e apresentar os casos de sucesso locais.
Oportunidades internas de negócio
Embora defenda a maior projeção brasileira no exterior em relação ao software livre, Maddog destaca que inicialmente as oportunidades de negócios devem ser exploradas internamente.
"Criar empregos locais em software livre é a primeira fase para uma projeção internacional posterior. Trata-se do fato de o desenvolvedor local conversar com outro desenvolvedor local para depois, eventualmente, galgar espaço no exterior", comentou.
O executivo enfatizou ainda a importância de os desenvolvedores reforçarem a prática no inglês, como forma de estarem mais aptos a competir, posteriormente, por vagas internacionais. "Hoje eles têm muito contato com termos em inglês, muitos lêem livros e compreendem textos, mas na hora de falar, ainda existe uma barreira", concluiu.
A 8ª edição
do Fórum Internacional de Software Livre acontece até sábado (14/04) em Porto Alegre (RS). A expectativa da organização é atrair entre 6 e 7 mil participantes.
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