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Com aumento expressivo na participação de mulheres, 8º FISL termina em Porto Alegre

No total 5.038 participantes debateram durante três dias os caminhos do software livre no País, sendo que desse total 10,8% foram mulheres.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

15 de abril de 2007 - 10h25
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Elas ainda contabilizam um pequeno contingente entre os visitantes do Fórum Internacional de Software Livre (FISL), realizado em Porto Alegre, mas tiveram sua participação praticamente duplicada frente a edição do ano passado.

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De acordo com a organização do 8º FISL, que terminou neste sábado (14/04) na capital gaúcha, foram 5.038 participantes, sendo 10,8% compostos por mulheres. “Acredito que no ano passado tenhamos registrado pelo menos a metade desse percentual de participantes mulheres”, aponta Sady Jacques, um dos organizadores do evento.

De acordo com o executivo, o que motivou todos os participantes a estarem presentes - de ambos os sexos - foi inovação presente em torno dos debates sobre o software livre, que vêm crescendo gradualmente.

Ao longo desses três dias foram intensos os debates sobre colaboração, inclusão digital, economia solidária e software público. Mas de forma geral, pode-se dizer que a 8ª edição do Fórum Internacional de Software Livre (FISL) teve boa parte de suas atividades centradas em discussões sobre como fomentar o desenvolvimento contínuo dos ecossistemas e estimular a participação do Brasil na esfera mundial do código aberto.

Conforme destacou o guru do código aberto, Jon “Maddog” Hall, a integração entre governo e iniciativa privada faz com que o País esteja apto para atingir projeções internacionais, embora necessite divulgar com mais ênfase suas atividades locais sobre Linux.

Para o almejado reconhecimento internacional, porém, alguns dos presentes defenderam inicialmente o desenvolvimento interno do modelo. A importância de se colocar o software livre na pauta do governo foi defendida pelo deputado Eudes Xavier (PT-CE), que ressalta ainda que hoje os debates intensos sobre software livre não decolam no governo em virtude, sobretudo, dos fortes lobbies, especialmente na Câmara. A criação de uma legislação específica, em sua avaliação, favoreceria a participação da tecnologia no conceito de economia solidária.

Mas se por um lado as discussões ainda caminham a passos lentos na Câmara, por outro a iniciativa de software público aparece como uma alternativa à popularização do modelo aberto e a novas oportunidades de negócios para as companhias. Concentrados no recém-lançado Portal Brasileiro do Software Público estão iniciativas disponíveis gratuitamente para download desenvolvidas pela Dataprev, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e mesmo pela Universidade Católica de Brasília.

De acordo com Sady Jacques, a edição deste ano foi marcada especialmente pelo grande volume de contatos feitos pelos participantes, tantos expositores, quanto visitantes ou mesmo empresas em busca de novos talentos para reforçar suas equipes.

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