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Negócios

CA quer que co-fundador Charles Wang seja processado por fraudes

Empresa pretende responsabilizar legalmente Wang por papel no esquema de fraudes fiscais que já colocou Sanjay Kumar na prisão.

Por IDG Now!

16 de abril de 2007 - 14h40
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Um comitê especial na Computer Associates publicou um relatório na sexta-feira (13/04) acusando o co-fundador da empresa, Charles Wang, e recomendando que ele seja processado por danos e pelo valor em ações da companhia que ele recebeu.

A notícia veio à tona no mesmo dia que o sucessor de Wang, o ex-CEO da Sanjay Kumar, recebeu a ordem de pagar mais de 1 bilhão de dólares em restituição às vítimas das fraudes fiscais que ele cometeu enquanto estava na empresa. Kumar também enfrenta pena de 12 anos de prisão, após ser condenado por obstrução da justiça e fraudes fiscais.

“Nós conduzimos uma investigação factual profunda, independente e extensiva, que incluiu 90 entrevistas e revisão de milhões de páginas de documentos. Nós acreditamos que chegamos às conclusões certas a respeito do processo”, disse Bill McCracken, do Comitê Especial de Litígio em um comunicado da CA.

Um porta-voz da companhia afirmou que os executivos não estariam disponíveis para entrevistas no momento. Wang publicou uma declaração rebatendo o relatório, segundo o New York Times e outras publicações. Wang não foi encontrado para comentar o relatório, mas as reportagens dizem que ele acusa Kumar das fraudes.

O comitê foi formado para investigar uma ampla operação de fraude perpetrada pelos principais executivos da empresa entre o final dos anos 80 e 2001, e um processo de acobertamento das fraudes, que se estendeu até 2004. A principal fraude consistia em aumentar os trimestres fiscais artificialmente para reconhecer receitas adicionais, o chamado “mês de 35 dias”. A CA teve que redeclarar 2,2 bilhões de dólares em receitas como parte do processo.

O relatório do comitê reporta uma “falha profunda de liderança” e diz que a “fraude permeou toda a organização da CA em cada nível, e estava incrustada na cultura da CA, como influência do Sr. Wang, praticamente desde a criação da empresa”. O comitê acusou Wang de causar danos adicionais à CA ao criar uma “cultura do medo” e se cercar de executivos que ele e Kumar poderiam dominar facilmente.

Como exemplo, o comitê citou Ira Zar, que foi nomeado CFO (diretor financeiro) em junho de 1998, com 36 anos na época, sem nenhuma experiência fora da empresa e sem certificação pública em contabilidade. “Zar não tinha o status e a experiência para reconhecer e prevenir as sérias ramificações da prática do mês de 35 dias”, diz o relatório. Wang se aposentou da CA em 2002.

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