Negócios
CA quer que co-fundador Charles Wang seja processado por fraudes
Empresa pretende responsabilizar legalmente Wang por papel no esquema de fraudes fiscais que já colocou Sanjay Kumar na prisão.
Por IDG Now!
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Um comitê especial na Computer Associates publicou um relatório na
sexta-feira (13/04) acusando o co-fundador da empresa, Charles Wang, e
recomendando que ele seja processado por danos e pelo valor em ações da
companhia que ele recebeu.
A notícia veio à tona no mesmo dia
que o sucessor de Wang, o ex-CEO da Sanjay Kumar, recebeu a ordem de
pagar mais de 1 bilhão de dólares em restituição às vítimas das fraudes
fiscais que ele cometeu enquanto estava na empresa. Kumar também
enfrenta pena de 12 anos de prisão, após ser condenado por obstrução da
justiça e fraudes fiscais.
“Nós conduzimos uma investigação
factual profunda, independente e extensiva, que incluiu 90 entrevistas
e revisão de milhões de páginas de documentos. Nós acreditamos que
chegamos às conclusões certas a respeito do processo”, disse Bill
McCracken, do Comitê Especial de Litígio em um comunicado da CA.
Um
porta-voz da companhia afirmou que os executivos não estariam
disponíveis para entrevistas no momento. Wang publicou uma declaração
rebatendo o relatório, segundo o New York Times e outras publicações.
Wang não foi encontrado para comentar o relatório, mas as reportagens
dizem que ele acusa Kumar das fraudes.
O comitê foi formado para
investigar uma ampla operação de fraude perpetrada pelos principais
executivos da empresa entre o final dos anos 80 e 2001, e um processo
de acobertamento das fraudes, que se estendeu até 2004. A principal
fraude consistia em aumentar os trimestres fiscais artificialmente para
reconhecer receitas adicionais, o chamado “mês de 35 dias”. A CA teve
que redeclarar 2,2 bilhões de dólares em receitas como parte do
processo.
O relatório do comitê reporta uma “falha profunda de
liderança” e diz que a “fraude permeou toda a organização da CA em cada
nível, e estava incrustada na cultura da CA, como influência do Sr.
Wang, praticamente desde a criação da empresa”. O comitê acusou Wang de
causar danos adicionais à CA ao criar uma “cultura do medo” e se cercar
de executivos que ele e Kumar poderiam dominar facilmente.
Como
exemplo, o comitê citou Ira Zar, que foi nomeado CFO (diretor
financeiro) em junho de 1998, com 36 anos na época, sem nenhuma
experiência fora da empresa e sem certificação pública em
contabilidade. “Zar não tinha o status e a experiência para reconhecer
e prevenir as sérias ramificações da prática do mês de 35 dias”, diz o
relatório. Wang se aposentou da CA em 2002.
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