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Negócios

Rivais protestam contra fusão do Google com a DoubleClick

Microsoft exige intervenção regulatória no negócio fechado na sexta-feira (13/04) sob a alegação de que a fusão vai representar um monopólio de mercado.

Por COMPUTERWORLD

16 de abril de 2007 - 15h20
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A união de duas gigantes – o Google e a DoubleClick – despertou pedidos de intervenção regulatória, principalmente por críticas sobre monopólio de mercado.

As companhias fecharam negócio na sexta-feira (16/04) por 3,1 bilhões de dólares pela DoubleClick, finalizando especulações que a Microsoft poderia comprar a companhia.

Longe de estar feliz com o negócio, o Microsoft General Counsel Brad Smith divulgou um comunicado no domingo, exigindo intervenção regulatória. “Essa fusão merece um exame detalhado das autoridades para assegurar a competitividade online no mercado de anúncios”, ele disse.

De acordo com um analista, no entanto, para os clientes não é pela participação de mercado, mas quantos clientes o Google e a DoubleClick tem cada um. Essa deveria ser a principal questão.

“O maior questionamento não é sobre o antitrust, mas sim o monopólio”, diz Nate Elliott, analista sênior da JupiterResearch, ma divisão da JupiterKagan.

Anunciantes e publicitários que rodam plenamente as atividades de anúncios online por meio da combinação do Google e da DoubleClick estão nervosos, ele diz.

Em razão de a AOL não depender inteiramente do Google e da DoubleClick, para eles não é uma grande questão de acordo com Elliott. Todos os anúncios da AOL rodam em Google e todo o display de propaganda no DoubleClick, afirmou.

“Eu diria que 75% da receita viria pelo Google e DoubleClick”, diz.

Um porta-voz da Microsoft alerta em comunicado que o negócio dará às empresas um “controle sem precedentes” na entrega de anúncios online e acesso a um vasto grupo de informações dos consumidores como resultado de suas respectivas atividades.

Google segue os usuários por meio de cookies e seus nomes quando eles fazem o acesso a serviços como e-mail ou páginas personalizadas, e armazenando qualquer tipo de buscas que possam fazer. O DoubleClick rastreia os visitantes identificando cookies associado com os anúncios por banner mostrados nos sites que eles visitam.

A atenção das autoridades antitrust pode ferir as empresas mesmo se os reguladores não desfizerem o negócio, segundo Elliott. “É um jogo perigoso para eles porque terão de lidar com clientes nervosos com alternativas que tiverem”, diz.

“Existem outras companhias competindo com a DoubleClick que são muito bem fundadas”, incluindo o 24/7 RealMedia e Atlas, uma divisão da aQuantive, afirma.

Autoridades antitrust tentando determinar quanto grande uma parte do mercado das empresas controlam devem intangível em um complexo web: antes de aparecer em uma tela de navegação, anúncios podem passar por cinco servidores. Embora a Microsoft não use o DoubelClick por si mesma, segundo Elliott. “Muitos anúncios que rodam na plataforma Microsoft são servidos pelo DoubleClick”.

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