Negócios
Sun acelera competição no mercado de servidores com os primeiros frutos da parceria com a Fujitsu
Dois anos e meio depois, a nova família de servidores, totalmente projetada e fabricada em conjunto pelas duas empresas, chega ao mercado com a promessa de maior velocidade e performance que as maquinas de rivais como IBM e HP.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD*
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O mercado de servidores de grande porte, especialmente os designados para grandes corporações e aplicações de missão crítica, recebe a partir desta terça-feira (17/04) um novo competidor. Dois anos e meio depois do anúncio da parceria, a americana Sun Microsystems e a japonesa Fujitsu trazem ao mercado os primeiros Sparc Enterprise servers, marca adotada para a família inicialmente apelidada de Advanced Product Line (APL), em junho de 2004.
Trata-se de uma família inteira de produtos totalmente projetada e fabricada em conjunto pelas duas companhias, com a qual a Fujitsu espera fortalecer sua presença no segmento de missão crítica e a Sun acredita poder acelerar a migração para o sistema operacional Solaris 10.
Segundo as empresas, em evento para a imprensa mundial realizado há pouco, os novos equipamentos "resolvem os mais complexos problemas computacionais e chegam às mais altas velocidades do mercado", segundo Chiaki Ito, vice-presidente executivo da Fujitsu para o mercado corporativo.
De acordo com John Fowler, vice-presidente executivo da Sun, os produtos começam a ser entregues nas próximas semanas, já que as equipes de vendas das duas corporações já iniciaram o trabalho de vendas. "As duas empresas já tem pedidos", afirmou Fowler.
Segundo as parceiras, a media de preços da nova família de servidores, composta de seis modelos, vai oscilar de "muitas dezenas de milhares de dólares a milhões" e os principais segmentos que poderão adotá-los são o financeiro, o de manufatura e o de comunicações.
Ao combinar o sistema operacional Solaris 10 e os processadores Sparc, as companhias também criaram maquinas que são o que eles chamaram de "eco-efficient", com cerca de 25% de redução no consumo de energia em relação às maquinas de mesma capacidade de processamento, e reafirmam a opção da Sun por sistemas abertos. Para garantir os investimentos já feitos, a Sun garante 100% de compatibilidade binária no Solaris.
"Este é um anúncio do tipo ganha-ganha tanto para os clientes como para os parceiros", disse Ito, enquanto Fowler acrescentou que "a combinação de hardware e software que apresentamos mostra uma visão compreensível da virtualização corporativa para qualquer fornecedor".
Para Nathan Brookwood, especialista da companhia Insight 64, presente ao evento, "essa é uma ótima notícia para a indústria", já que as máquinas trarão, na sua opinião, "vantagens substanciais" em relação às já existentes, por um preço similar.
Para a Sun, ele acredita que será uma alternativa para estimular a migração ao Solaris 10. "Trata-se de um sistema operacional muito recente, cuja migração ainda acontece de forma muito lenta", disse ele, após o anúncio. "As indústrias que quiserem essas vantagens e precisarem de mais capacidade terão de migrar".
Brookwood lembrou que as alianças têm sido a saída escolhida pelas grandes corporações de TI, diante do aumento da complexidade da computação e da cada vez maior demanda das corporações. " A IBM é, até agora, a única que continua a atuar sozinha", afirmou. Por isso, ele sugere que o mercado fique atento aos próximos passos da Big Blue.
* A jornalista viajou a Nova York (EUA) a convite da Sun
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