Negócios
Sun estenderá programa que remunera clientes pela economia de energia em servidores
Alternativa hoje em uso apenas na Califórnia permite que companhias que adotam servidores da Sun recebem 1 mil dólares por equipamento pagos pela concessionária local.
Por Tais Fuoco, do COMPUTERWORLD*
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A Sun Microsystems pretende "socializar" para outras regiões um programa hoje em prática apenas no estado da Califórnia (EUA), sede da companhia, que permite que as empresas sejam remuneradas pela redução no consumo de energia.
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A partir de uma iniciativa conjunta da empresa de tecnologia da informação e da concessionária de energia elétrica, toda empresa da Califórnia que adota um servidor Sun recebe 1 mil dólares por equipamento em função do menor consumo de energia embutido nesse hardware, quando comparado aos demais.
"Temos uma vantagem inicial de 1 mil dólares por equipamento em relação aos nossos concorrentes", disse Brian Wilson, chief technology officer (CTO) da Sun, em encontro com a imprensa internacional nesta quarta-feira (18/04).
Ele explicou que, para a companhia de energia é interessante que o cliente consuma menos e, assim, lhe permita ampliar a oferta de energia no mercado. Para ela, diz Wilson, compensa pagar por essa redução.
A empresa de energia da Califórnia remunera 1 mil dólares por maquina da Sun adotada, ate o limite de 4 milhões de dólares por companhia, como explicou o CTO da Sun.
Os planos da empresa agora, disse ele, envolvem estender a opção para outras regiões, ainda não definidas. "Essa é uma opção que ainda só existe na Califórnia, mas queremos socializá-la", afirmou.
A iniciativa faz parte, de acordo com o executivo, da "obsessão" da Sun com o que chama de computação sustentável. "Queremos combinar maior capacidade de computação com menor gasto de energia e trocar espaço ocupado por desempenho", disse ele.
Uma pesquisa da consultoria IDC afirma que, em 2005, o gasto de energia e de sistemas de refrigeração da base total de servidores em todo o mundo foi de 26,1 bilhões de dólares, mais que o dobro do gasto de 10 anos atrás. Segundo o estudo, nos próximos cinco anos, a despesa poderá crescer quatro vezes.
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