Negócios
Sun admite ter 'perdido a fé' e se tornado uma companhia mais agnóstica
Para o Chief Technology Officer, a característica é fruto da maturidade da companhia de 25 anos e amplia a capacidade da Sun para fazer negócios.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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Depois de 25 anos de atuação no mercado, a Sun Microsystems admite ter "perdido a fé" e se tornado uma companhia mais agnóstica, nas palavras de seu Chief Technology Officer (CTO), Brian Wilson, que está há 22 anos na empresa americana de tecnologia.
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Para ele, a característica mostra "maior maturidade" por parte da empresa e faz com que ela seja mais flexível. "Quando se é muito jovem, só existem o branco e o preto, mas quando se atinge maior maturidade, é possível enxergar outras cores", ilustrou o executivo, em encontro com a imprensa internacional nesta quarta-feira (18/04).
Ele dá alguns exemplos dessa mudança na postura da companhia: "hoje, a Sun considera que todos os chips são bons, de acordo com a aplicação específica, assim como acha que todos os sistemas operacionais podem ser bons, segundo a necessidade de cada cliente". O acordo com a Intel, por exemplo, assinado em janeiro deste ano, "nunca aconteceria no passado", reitera.
O executivo admite que "um dos erros da Sun foi, por um longo período de tempo, tentar proteger seu mercado". Segundo ele, hoje a empresa percebeu que deve fazer o contrário: "é preciso abrir o mercado para que ele possa crescer", afirmou Wilson.
Essa decisão também tem a ver com a opção da Sun por sistemas abertos. "Estamos desinvestindo em tudo o que seja tecnologia proprietária e investindo apenas em plataformas abertas", disse ele.
Segundo Wilson, a mudança de postura já se reflete no desempenho contábil da companhia. Em 2006, a Sun alcançou 17º ano consecutivo de fluxo de caixa positivo nas operações e a receita liquida cresceu 18% sobre o ano fiscal 2005, para 13,06 bilhões de dólares. "No último trimestre, as vendas da divisão de servidores cresceram 24%", lembra ele.
Todas essas mudanças foram trazidas, de acordo com o CTO, pelo presidente mundial Jonathan Schwartz, depois de passar meses ouvindo os clientes, como forma de trazer a empresa de volta à rentabilidade (ela ainda opera no vermelho).
Além de decidir abrir a companhia para outros mercados e clientes de fora dos nichos tradicionais, a companhia também decidiu ser "muito mais transparente" interna e externamente, além de adotar a política da "brutal eficiência".
"Estamos sempre estudando como nos manter relevantes daqui a 15, 20 anos. E isso passa por servir os clientes cada vez melhor e adotar uma brutal eficiência, por mais agressivo que o termo pareça ser", disse ele.
* A jornalista viajou a Nova York (EUA) a convite da Sun
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