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Negócios

Para onde caminha o pacote de aplicativos OpenOffice?

Por Daniela Braun, do IDG Now!

18 de abril de 2007 - 14h25
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IDG NOW: Este tipo de negócio pode ser lucrativo para o OpenOffice.org.  Vocês podem ganhar dinheiro com isso?
Suarez-Potts: A não ser que o parceiro de OEM decida nos dar dinheiro, não receberemos nada. Se o Michael Dell tiver um CD com o OpenOffice ou baixá-lo e mandar instalarem o pacote em 10 milhões de máquinas OEMs amanhã, não vamos ganhar um centavo com isso. Ele pode querer contribuir conosco, mas isso fica a critério dele. Existem formas de trabalhar nisso, mas não estamos interessados em cobrar pelo OpenOffice. Nós oferecemos software livre. Estamos interessados em torná-lo gratuitamente disponível e ver que a maioria das empresas que se beneficiam vão querer contribuir com o projeto.

IDG NOW: No final de março foram descobertas falhas críticas nos pacotes corporativos do OpenOffice e do StarOffice que permitiam o controle dos sistemas por crackers. Ainda é possível dizer que os sistemas operacionais de código aberto são mais seguros? Como a OpenOffice.org soluciona esses problemas?
Suarez-Potts: Todo projeto open source tem formas de lidar com isso. No open source o que é realmente importante se torna público para que as pessoas contribuam. Quando temos problemas de segurança, o individuo a reporta e nosso time de segurança formado por pessoas da Sun e de outras empresas colaboradoras resolvam rapidamente. Se for um problema mais sensível, o divulgamos o mais amplamente possível enquanto buscamos a solução.

Neste caso, isso foi particularmente interessante, porque tivemos alguns atrasos no lançamento da versão 2.2. Era um problema pequeno que normalmente seria resolvido na nova versão. No entanto, tivemos três semanas de atraso no lançamento, o embargo foi quebrado e todas as empresas participantes começaram a distribuir o OpenOffice com a falha. Em poucos dias lançamos a correção, mas o que eu posso dizer é ‘não confie em pessoas mal-intencionadas.’

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