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Para onde caminha o pacote de aplicativos OpenOffice?

Por Daniela Braun, do IDG Now!

18 de abril de 2007 - 14h25
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IDG NOW: A pressão de clientes do setor governamental ajudou a Microsoft a colaborar com a criação de um tradutor do formato de documentos Open XML para o ODF. O que esse movimento da Microsoft representa para o avanço do ODF como um padrão na troca de documentos?
Suarez-Potts: É mais uma decisão de negócios, uma jogada estratégica. Sou na verdade contra isso e prefiro que as pessoas usem o Open Document Format no lugar de um tradutor. Digo isso por duas razões: colocar o tradutor é como dar uma transfusão de sangue a um vampiro. É chupar seu sangue e dizer 'ok melhor do que trocar meu sistema, vou renovar minha licença e vou usar um tradutor para atender as demandas de transferência de documentos’.

Mas se o usuário se livrar de tudo isso renovar seu sistema e optar pelo OpenOffice, por exemplo, ele pode mandar o vampiro de volta ao caixão e resolver ambos os problemas juntos, estando automaticamente de acordo com o padrão ODF.

Outra questão do tradutor, pelo que sei, é que algumas vezes ele funciona e outras vezes não funciona tão bem. Isso realmente depende do arquivo. A linguagem parece ser a dificuldade, mas não é porque o tradutor é mais um ‘mastigador sem dentes’ às vezes.

IDG NOW: Então o tradutor faz com que o Open XML ganhe força na concorrência com o ODF para se tornar um padrão?
Suarez-Potts: Nós no projeto OpenOffice.org temos muita experiência em traduzir códigos binários de arquivos da Microsoft para o ODF e posso lhe assegurar que não é fácil. Tudo depende do quão complexo é o arquivo ou como o ODF ou XML tratam os binários daquele arquivo, coisas deste tipo.

O argumento público da Microsoft obviamente é que muitos governos não precisam ser persuadidos pela 'propaganda dos loucos ODF' ou pela adoção de padrões abertos, mas sabemos que eles não querem perder clientes. Isso tem acontecido há anos.

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