Negócios
SMB europeu não está consciente do risco do uso de software ilegal
Rússia, França e Espanha são os países que menos confiam que suas empresas – de pequeno e médio porte – adotam software legais.
Por COMPUTERWORLD
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As pequenas e médias empresas européias contraem um grave risco por não saberem da ameaça que sofrem ao usar software sem licença para seus negócios, segundo informe apresentado pela BSA e realizado pela Gfk.
Para chegar à conclusão, a consultoria comparou companhias da Alemanha, Espanha, França, Holanda, Hungria, Itália, Polônia, Reino Unido e Rússia.
Segundo o estudo, 62% das empresas espanholas considera que as novas tecnologias são um fator chave para seu êxito e 65% entendem que também é importante ter um software com licença, porcentagens que se situam aproximadamente na média dos países ouvidos.
No entanto, o dado negativo é que somente 44% das organizações espanholas e francesas confiam que seus softwares são completamente legais, número superado apenas pela Rússia. Além disso, se falarmos das ferramentas de gestão dos ativos de software, somente 9% estão familiarizados com estas e 40% afirma que “ouviram falar delas”. Nisso, somente a Alemanha demonstra estar a um nível inferior ao da Espanha.
Perguntados sobre as diretrizes das empresas européias sobre os potenciais riscos de negócio vinculados às tecnologias, a perda de dados resultou na mais significativa, seguida da entrada de vírus, trojan e spyware, que resulta em mais preocupação para as empresas – espanholas, em particular. “A violação do copyright do software aparece como a última na lista de preocupações em todos os países, incluindo o uso de programas fraudulentos, que traz ao negócio mais vulnerabilidade aos riscos antes mencionados”, diz o informe.
Cerca de 26% das empresas espanholas considera que não há nenhum risco em usar software ilegal, enquanto que 25% cita as falhas de software como o principal temor. Por outro lado, cabe ressaltar que as empresas espanholas, em geral, efetuam menos processos de controle do estado de suas licenças de software que as empresas de outros países estudados.
“O uso de software sem licença supõe sérios riscos para as empresas, incluindo riscos operacionais e de índole técnica que não tem nada a ver com o fato de ser perseguido legalmente ou usufruir processos que resultem em perdas financeiras”, afirma Luiz Frutos, presidente do Comitê Espanhol da BSA.
O executivo diz ainda que o software fraudulento deu provas de resultar em um alto risco de receber vírus e código malicioso, carece de suporte que os fabricantes oferecem, o que pode repercutir no negócio quando ocorrem problemas, aparte de que não receberam atualizações em tanto que as empresas de sua competência que atuam de forma legal vão dispor sempre da última versão de cada produto, o que suporá para elas uma vantagem competitiva muito importante.
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