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Negócios

Associação de revendas RM cria holding

Rede Brasil Soluções, grupo de 38 empresas de todo o País que passou a se reunir com mais freqüência depois da compra da RM pela Totvs, torna-se uma holding.

Por Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

23 de abril de 2007 - 10h57
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Uma possibilidade de ameaça transformou-se em oportunidade e, depois disso, em holding. Quem explica o processo é o presidente da Rede Brasil Soluções, José Ronaldo Monteiro Ferreira, dizendo que foi exatamente isso o que aconteceu na Associação que iniciou em 16 de março as operações de uma companhia que vai controlar as operações das 38 revendedoras que fazem parte do grupo.


O executivo diz que quando a RM Sistemas foi vendida para a Totvs, desencadeou uma aproximação maior das integrantes da Associação Rede Brasil. Diante de uma rede baseada em todo o Brasil e com vivência e conhecimento de pequenas e médias organizações, perceberam que havia uma oportunidade de negócio, já que o mercado precisa de uma rede como a que dispunha. Assim, passaram a atuar em conjunto e, no mês passado, decidiram abrir uma holding.

Dessa forma, o grupo pretende melhorar ainda mais as vendas, que no primeiro trimestre de 2007 cresceram 65% em comparação a 2006 e chegou a 4,15 milhões de reais, contra 2,49 milhões de reais. “Nossa meta de crescimento é aumentar o faturamento global em 60% em 2007, em relação ao que cada empresa obteve de receita em 2006”, explica Ferreira.

A união das companhias permitiu, inclusive, a criação de uma universidade, para certificação em novas soluções, até que as empresas possam se tornar revendas de novas organizações.

Neste momento a holding está trabalhando para organizar a parte contábil, societária, desenvolvimento de novas alianças e também de novos modelos de gestão de contratos – porque atualmente cada empresa tem um modelo próprio. “Além disso, trataremos de profissionalizar a gestão”, afirma.

A diferença da gestão atual é que antes a atuação era mais política e hoje visa o resultado do todo, além da estruturação de novos negócios. “A empresa-mãe vai buscar a geração de resultados globais, assim como faturamentos proporcionais”, esclarece. A oferta, segundo ele, é atraente, porque é muito mais barato para uma empresa pagar uma taxa para a holding e o treinamento da sua solução do que estruturar sua própria rede de canais, conclui o executivo.

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