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Negócios

Consultoria descarta a tese que relaciona o outsourcing à economia

A consultoria Compass Management alertou que dois terços dos contratos maiores do que US$ 40 milhões foram extintos antes do seu final previsto.

Por Por COMPUTERWORLD*

23 de abril de 2007 - 17h29
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Um levantamento, baseado na análise de 240 contratos com valores maiores do que US$ 40 milhões, define que os fornecedores de outsourcing oferecem uma economia de mais de 18%, no primeiro ano, para os cliente, em comparação aos custos internos.

A Compass, no entanto, diz que esses valores começam a aumentar sucessivamente. E no terceiro ano, o montante terceirizado chega a um valor 36% maior do que o serviço equivalente realizado internamente. As grandes empresas de terceirização cobram uma média de 30%, podendo chegar a 45%, a mais do que os custos internos nos últimos anos do contrato.

Simon Scarrott, chefe de desenvolvimento de negócios da Compass, afirma: “Com estes números, é fácil entender como o discurso de que a terceirização é econômica não passa de um mito. Existem razões estratégicas para o outsourcing, mas economizar em longo prazo não representa uma delas”.

Ele acrescenta que os negócios também estão perdendo bastante graças ao nível alto de fracassos em contratos desse tipo. “Vemos mais de 65% de todos os acordos de outsourcing superiores a US$ 40 milhões, sendo terminados antes do seu final acordado”, defende.

“Os custos para os dois lados em caso de fracasso são altos, assim como os gastos em aconselhamento e com advogados”, afirma. Mas, defende Scarrot, o maior problema do outsourcing está quando a atividade torna-se um problema para os negócios e restringe a liberdade para ações futuras.


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