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Negócios

SAP: pronta para a competição

Segundo José Ruy Antunes, presidente da companhia no Brasil, modelo centrado no foco diferenciado para cada segmento tem se mostrado eficaz.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

26 de abril de 2007 - 07h00
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A troca de farpas entre as gigantes SAP e Oracle tem sido praticamente uma constate no mercado mundial de sistemas de gestão empresarial e de aplicativos de forma geral. Na última quinzena de março, essa briga ganhou novos capítulos durante o Oracle Open World, em São Paulo, com a declaração do presidente mundial da companhia, Charles Phillips, de que a intenção é desbancar a rival alemã em aplicativos na América Latina em até três anos.

Por seu lado, a subsidiária brasileira da SAP parece não se abalar com as metas agressivas da rival, que está apostando especialmente em elevar sua participação no mercado de pequenas e médias companhias. Em entrevista ao COMPUTERWORLD, José Ruy Antunes – em sua “versão 2007”, 57 quilos mais magro, mas nem por isso mais leve em seu estilo de gestão, conforme brinca – garante que os planos da concorrente em nada alteram a linha dos negócios no País, que indicaram que a estratégia de foco diferenciado para cada segmento tem sido eficaz.

O executivo comenta ainda o andamento do centro de desenvolvimento localizado no Rio Grande do Sul, as perspectivas e oportunidades de crescimento no mercado brasileiro, além dos desafios do modelo de software como serviço. Leia os principais trechos.

Balanço geral
"O ano de 2006 foi muito bom para nós e o primeiro trimestre de 2007 também. Não só estamos atendendo às grandes empresas, mas às médias também – com faturamento entre 50 milhões e 300 milhões de dólares. Não dá para dizer que um segmento está crescendo mais do que o outro, mas uma surpresa positiva existe realmente entre as médias empresas, que têm crescido significativamente.

Crescemos mais de 30% no primeiro trimestre de 2007 em comparação com o mesmo período do ano passado, especialmente em virtude do modelo de venda. Desenvolvemos parcerias com uma série de empresas para a comercialização de soluções, o que nos deu maior capilaridade, além de criar um grupo especificamente para atender a esse segmento. Contratamos aproximadamente 17 novos profissionais e agora temos uma abordagem específica para as pequenas, médias e grandes organizações".

O desafio do crescimento

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