Negócios
SAP: pronta para a competição
Segundo José Ruy Antunes, presidente da companhia no Brasil, modelo centrado no foco diferenciado para cada segmento tem se mostrado eficaz.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
A troca de farpas entre as gigantes SAP e Oracle tem sido praticamente uma constate no mercado mundial de sistemas de gestão empresarial e de aplicativos de forma geral. Na última quinzena de março, essa briga ganhou novos capítulos durante o Oracle Open World, em São Paulo, com a declaração do presidente mundial da companhia, Charles Phillips, de que a intenção é desbancar a rival alemã em aplicativos na América Latina em até três anos.
Por seu lado, a subsidiária brasileira da SAP parece não se abalar com as metas agressivas da rival, que está apostando especialmente em elevar sua participação no mercado de pequenas e médias companhias. Em entrevista ao COMPUTERWORLD, José Ruy Antunes – em sua “versão 2007”, 57 quilos mais magro, mas nem por isso mais leve em seu estilo de gestão, conforme brinca – garante que os planos da concorrente em nada alteram a linha dos negócios no País, que indicaram que a estratégia de foco diferenciado para cada segmento tem sido eficaz.
O executivo comenta ainda o andamento do centro de desenvolvimento localizado no Rio Grande do Sul, as perspectivas e oportunidades de crescimento no mercado brasileiro, além dos desafios do modelo de software como serviço. Leia os principais trechos.
Balanço geral
"O ano de 2006 foi muito bom para nós e o primeiro trimestre de 2007 também. Não só estamos atendendo às grandes empresas, mas às médias também – com faturamento entre 50 milhões e 300 milhões de dólares. Não dá para dizer que um segmento está crescendo mais do que o outro, mas uma surpresa positiva existe realmente entre as médias empresas, que têm crescido significativamente.
Crescemos mais de 30% no primeiro trimestre de 2007 em comparação com o mesmo período do ano passado, especialmente em virtude do modelo de venda. Desenvolvemos parcerias com uma série de empresas para a comercialização de soluções, o que nos deu maior capilaridade, além de criar um grupo especificamente para atender a esse segmento. Contratamos aproximadamente 17 novos profissionais e agora temos uma abordagem específica para as pequenas, médias e grandes organizações".
O desafio do crescimento
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