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“Celular precisa ser tão simples quanto cartão para ser meio de pagamento”, diz especialista

Carlos Eduardo Corrêa da Fonseca, presidente da CIP, comenta o nível de adoção do mobile banking no Brasil, além de falar sobre o projeto que busca eliminar os boletos.

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

25 de abril de 2007 - 12h10
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Carlos Eduardo Corrêa da Fonseca, recém empossado presidente do conselho da Câmara Interbancária de Pagamentos, falou por telefone com o COMPUTERWORLD sobre o nível de adoção do celular como meio de pagamento, além de explicar os desafios futuros da entidade. Hoje, a CIP processa 190 mil transferências eletrônicas TED por dia, movimentando um valor próximo a 15 bilhões de reais, com 97% delas processadas em menos de um minuto.

“Estamos estudando uma padronização no processo para pagamento via celular. A idéia é definir um sistema geral, no qual o cliente consegue pagar ou transferir independente do banco ou da operadora”, conta o executivo. Para ele, a existência de poucos bancos utilizando o mobile banking em larga escala, notadamente o Banco do Brasil, não significa que o setor está reticente na adoção da tecnologia.

Ele argumenta: “A tecnologia demanda um certo esforço, mas todos os bancos estão testando. Na verdade, o desafio está em aproveitar melhor as funcionalidades dos novos celulares e criar as condições para que o telefone seja, efetivamente, um meio de pagamento. Tão simples quanto o cartão de crédito ou de débito”.

Além do celular, Fonseca destaca também a existência de três outros estudos que podem gerar novos produtos. O primeiro é o serviço eletrônico de apresentação e de liquidação de faturas que, resumidamente, propõe o final da emissão e transporte de bloquetos por documentos eletrônicos. “Todos ficariam na CIP, o que evitaria o uso de papel e de gasolina para o transporte”, diz.

A CIP também está analisando um padrão para a arrecadação de tributos nas três esferas do governo e a viabilidade de levar ao SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiros) transferências bancárias com valores menores do que cinco mil reais.

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