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Negócios

Reciclagem pode ser nova fonte de renda para fabricantes de PCs

Mais do que divulgar ter produtos 'ecologicamente corretos', fabricantes têm visto boas oportunidades de fazer dinheiro com a reciclagem das máquinas.

Por COMPUTERWORLD

26 de abril de 2007 - 18h28
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Empresas mundiais de tecnologia podem ter utilizado o Dia da Terra (22/04) como uma data específica para divulgar suas preocupações ambientais. No entanto, muitas destas companhias estão começando a descobrir que podem fazer dinheiro com projetos específicos voltados ao meio-ambiente.

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No ano passado, empresas como Dell, Hewlett-Packard e Apple expandiram seus programas para coletar computadores usados de seus clientes para reciclagem gratuita. Fabricantes de telefones celulares como a Motorola e a Nokia também têm incentivado seus usuários a devolver os equipamentos antigos.

Mas, segundo os analistas, o mecanismo vai muito além de um trabalho de caridade. Além de melhorar suas relações com o público, essas companhias também podem gerar novas receitas.

De acordo com David Daoud, analista da IDC, alguns fabricantes de PCs podem elevar seu faturamento vendendo partes desses equipamentos diante da grande demanda por plásticos, componentes e computadores recondicionados. Outros tendem a conseguir utilizar programas de devolução como uma forma de incentivar seus clientes a comprar computadores com mais freqüência.

Um dos maiores desafios, porém, está em encontrar uma forma melhor de atrair essa avalanche de hardware obsoleto. Apenas 7% dos clientes colocam seus PCs usados em programas municipais de reciclagem, ao passo em que 34% doam os equipamentos para amigos e para a família. Outros 35% dos usuários nos Estados Unidos armazenam as máquinas na garagem ou no sótão.

No mundo corporativo, a situação não melhora muito. Há reciclagem por meio de parceiros ou canais oficiais em apenas 30% dos casos. Doações para funcionários e instituições de caridade representam 70% dos episódios.

No ano passado, o cenário começou a mudar, segundo o executivo. O percentual de PCs reciclados cresceu significativamente, à medida que as companhias cortaram o número de PCs descartados e viram um declínio expressivo na demanda por tecnologias obsoletas.

Uma razão para a mudança é o crescimento da consciência sobre outras opções existentes, como o site MyGreenElectronics.org, que lista a localização dos centros norte-americanos mais próximos de reciclagem pelo CEP. Outra razão é a percepção da diretoria de várias companhias do mundo em combinar responsabilidade social e lucros, aponta Bob Houghton, presidente da Redemtech, empresa que atua na consultoria para eliminação de resíduos de TI.

Segundo ele, a maioria das grandes companhias tem regras rígidas para compras e implantação de hardware, mas muitas têm diretrizes vagas para aposentadoria e eliminação de hardware. Muitas dessas companhias ficam satisfeitas em fazer grandes anúncios de preocupação com o ambiente, mas a mensagem geralmente se perde quando atinge os diretores de TI com verbas limitadas para os projetos de eliminação. Gerar receita nesse processo pode mudar toda a equação.

“Uma operação sustentável de TI tem de ser financeiramente vantajosa para a companhia e seus acionistas. Se você conseguir atingir esse patamar, a situação ficará mais fácil. De outra forma, apenas evitará riscos”, ressalta. Ultimamente, segundo ele, “ser verde” poupa dinheiro em termos de custo do ciclo de vida e ampliação de infra-estrutura. Os benefícios assim atingem o que o conselho quer em termos de responsabilidade social.

Os fornecedores de TI estão em um momento de ajudar seus clientes a descobrir essas economias. A Sun Microsystems e a Advanced Micro Devices dizem que seus servidores e chips vão ajudar na redução de emissão de carbono dos equipamentos, colaborando para evitar o aquecimento global. A Fujitsu e a Salesforce dizem que estão cortando as próprias emissões por meio de práticas corporativas e específicas para as fábricas. A LANDesk Software ressalta que poderá ajudar os clientes a economizarem 75 dólares por PC por ano com uma aplicação que coloca os computadores em modo de baixo consumo de energia.

As oportunidades de reciclagem de lixo eletrônico continuam a crescer rápido. Os 490 milhões de PCs descartados entre 2000 e 2005 deverão crescer para 955 milhões até 2010, de acordo com a previsão do IDC. Sinal de que muitas iniciativas podem ser feitas nessa área.

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