Publicidade

Negócios

Dell vai cortar custos, mas quer crescer no Brasil e em países emergentes

Documento interno que vazou para a imprensa também cita demissões e aquisições de empresas entre as estratégias que a companhia vai adotar para recuperar a liderança.

Por COMPUTERWORLD

30 de abril de 2007 - 17h27
página 1 de 1

Michael Dell considera demissões e a compra de companhias pela Dell Inc., de acordo com um memorando interno que vazou para a imprensa neste final de semana. Ele pode, inclusive, alterar o atual modelo de vendas diretas que a companhia utiliza desde a sua criação, em 1984, até se tornar a maior fabricante mundial de PCs, em 2006.

Segundo o comunicado que a empresa enviou aos seus 78 mil empregados no dia 25 de abril, "o modelo de vendas diretas tem sido uma revolução, mas não é uma religião".

Como forma de melhorar os resultados da companhia, o executivo já fez mudanças na administração da Dell, retornou à sua posição de CEO no início deste ano e promove a contratação de uma leva nova de gerentes.

A companhia abriu brechas para que a Hewlett-Packard (HP) avançasse nas vendas de PCs nos últimos trimestres e a superasse no primeiro lugar, segundo as pesquisas. A companhia também falhou em atender relatórios exigidos pelo regulador do mercado de capitais americano e agora está sob investigação.

Para estancar a sangria, a empresa terá de reduzir custos e encontrar novas áreas de crescimento para o negócio, segundo o memorando.

"Planejamos eliminar redundâncias em nossa organização global", diz Michael Dell no comunicado. "Também precisamos melhorar a produtividade das vendas. Estes não serão apenas exercícios de corte de custos".

Um porta-voz da Dell confirmou a existência do memorando, mas evitou acrescentar comentários sobre o teor do documento. Analistas elogiaram as decisões da companhia dizendo que essas medidas são exatamente o que a empresa precisa.

Além de fazer o custo do negócio mais competitivo, Michael Dell também descreveu vários passos em um plano de longo prazo para lançar novos produtos em mercados de rápido crescimento e novas regiões.

Países emergentes como Brasil, Rússia, Índia e China estão nos planos da companhia em um esforço para conquistar "o próximo bilhão de consumidores", segundo o comunicado. A companhia já tem fábrica no Brasil desde 1999.

O texto também fala em planos da Dell de oferecer uma gama de produtos para o mercado corporativo que irá "simplificar a TI radicalmente". "Nossos competidores levam complexidade e custos desnecessários aos nossos clientes", diz Dell. "Queremos interromper esse ciclo. Teremos novos tipos de serviços e tecnologias chave para que as corporações escapem dessa rotina".

Para isso, a empresa poderá fazer aquisições, de acordo com o documento. "Não hesitaremos em usar nossos ativos ou comprar capacidades e tecnologias que precisemos para seguir nossa iniciativa", afirma o CEO da companhia.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld