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Total de pontos de inclusão digital no Brasil cresce 40% desde 2005

País alcança 16.722 pontos públicos de inclusão digital, enquanto em 2005 dados da Unesco mostravam a existência de 12 mil.

Por COMPUTERWORLD*

03 de maio de 2007 - 17h56
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Os pontos de inclusão digital (PIDs) no Brasil cresceram nos últimos anos, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). Atualmente, são 16.722 pontos, enquanto uma pesquisa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) de 2005 mostrava que existiam no país cerca de 12 mil pontos, um salto de quase 40%.

Os pontos de inclusão digital são locais de acesso público gratuito à internet, como telecentros e salas de informática. Os dados levantados são da primeira fase do projeto que deu origem ao Mapa de Inclusão Digital. O mapa identificou cerca de 108 iniciativas de inclusão digital em algo como três mil municípios onde foram encontrados os 16.722 PIDs.  

As iniciativas são dos governos federal, estaduais e municipais, além de organizações de terceiro setor. A maioria dos programas encontrados - 43 deles - é de iniciativa do terceiro setor. O governo federal, entretanto, é quem financia cerca de 60% dos PIDs. 

Os dados que mapearam as ações de inclusão social no País agora serão verificados na segunda fase da pesquisa e auxiliarão na formulação de ações que melhorem o acesso das pessoas à tecnologia, disse o diretor do Ibict, Emir Suaiden.

“Faremos agora a verificação das instituições localizadas para ver o que existe, o número de computadores, o que funciona, o acesso à internet e assim ter metodologias de indicadores de impacto. Também vamos avaliar se os telecentros estão provocando melhoria da qualidade da educação e do acesso a informação”, informou Suaiden.

O resultado da pesquisa mostra que Roraima é o estado com menor número de PIDs, com 48 pontos. São Paulo lidera a lista,  com mais de 2,5 mil pontos, seguido por  Pernambuco.

Quando os dados focalizam as regiões, a Sudeste sai na frente, com 38% dos PIDs, acompanhada de perto pelo Nordeste, com 35%. No fim da lista estão as regiões Norte (8%) e Centro-Oeste (7%).

A coordenadora geral de Pesquisa e Desenvolvimento de Novos Produtos do Ibict, Cecília Leite, afirmou que, para promover a inclusão digital no no País, é preciso mais que distribuição de equipamentos.

“O mais importante é ir além da distribuição dos equipamentos. Hoje já se tem consciência de que é preciso ter conteúdo, capacitação, acompanhamento e avaliação de resultados”, disse.

O Ibict, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, realizou nesta quinta-feira (03/05) um seminário para discutir os desafios e perspectivas da inclusão digital no País.

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