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Negócios

Consolidação dos canais brasileiros

A perspectiva de que só 8 mil canais de distribuição devem permanecer no mercado brasileiro exige que as empresas do setor estejam preparadas para fusões e aquisições

Por Por Tatiana Americano, da ChannelWorld

10 de maio de 2007 - 09h00
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Em cinco anos, cerca de 10 mil canais de distribuição de TI e de telecom devem ser varridos do mercado brasileiro. Se você atua nesse setor e não ficou preocupado com essa informação, chegou o momento de rever seu futuro. Isso porque, a experiência, nos mais diversos segmentos, mostra que até mesmo as corporações consideradas muito estáveis não estão livres dos processos de consolidação, que atingem todos os setores da economia e extrapolam fronteiras regionais.

Os exemplos de mercados em que o processo de fusões e aquisições mudou completamente os cenários de negócios multiplicam-se. Na área de supermercados, por exemplo, as grandes redes fizeram uma verdadeira revolução, ao comprarem concorrentes menores. Da mesma forma, a indústria de TI convive com grupos cada vez maiores e resultantes da incorporação de operações diversas.

No caso do canal de distribuição, o movimento de fusões e aquisições ganhou força nos últimos três anos, especialmente por conta da iniciativa de grandes players do setor. Os especialistas indicam, no entanto, que as ações podem ser consideradas bastante tímidas, se levado em conta o número de empresas atuantes nesse segmento – que inclui revendas, integradores e desenvolvedores de software – e a dinâmica de negócios do mercado.

“Nos Estados Unidos, há 60 mil canais que movimentam US$ 394 bilhões, enquanto, no Brasil, temos quase 20 mil empresas, responsáveis por apenas US$ 12 bilhões”, aponta Dagoberto Hajjar, diretor-presidente da Advance Marketing. De acordo com ele, essa disparidade de números reforça as expectativas de que, até 2012, 3 a 4 mil companhias do setor vão protagonizar processos de fusão e aquisição, outras milhares devem fechar suas portas, deixando espaço para que apenas 8 mil players atuem no setor.

Assim como em outros segmentos da economia, o movimento de consolidação dos canais tem sido motivado pelo acirramento da concorrência e pela redução das margens, o que exige ganho de escala, corte de custos operacionais e oferta de soluções completas. “E não dá mais tempo das empresas buscarem essas qualidades sozinhas”, acena Hajjar, apontando a necessidade dos empresários abrirem os olhos para possíveis parcerias de negócios.

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