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Negócios

Consolidação dos canais brasileiros

Por Por Tatiana Americano, da ChannelWorld

10 de maio de 2007 - 09h00
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E os planos de expansão não param por aí, avisa Buda. “Inicialmente, projetamos um faturamento de R$ 200 milhões neste ano, mas meu objetivo é chegar a R$ 300 milhões, por conta de novas aquisições”, adianta o executivo. Ainda de acordo com ele, atualmente, o seu grupo está dividido em três grandes operações: outsourcing, a partir da marca Spread; desenvolvimento de sistemas e consultoria, por meio da Dynamic; e distribuição, com a 3Corp.

Questão pessoal
“A priori, as empresas do Grupo Spread continuam a operar com marca própria, mas compartilham a parte administrativa e financeira, além de trocarem experiência no relacionamento com clientes”, explica o presidente da companhia, confirmando a opinião de Henrique de Azevedo Ferreira França, sócio do Bastos-Tigre, Coelho da Rocha e Lopes Advogados e especialista em processos de fusões e aquisições. “É muito importante manter o gestor da empresa comprada, especialmente quando ele representa a alma do negócio”, aconselha França.

Com experiência de mais de uma década no assunto, a Allen Informática também compartilha a visão de que o conhecimento dos executivos deve ser privilegiado durante qualquer processo de incorporação. Sócio da empresa desde 1994, Nelson Nogueira conta que sua própria entrada no grupo foi motivada pela experiência profissional. “Eu trabalhava em um distribuidor e a Allen – na época, atuante apenas no Rio de Janeiro – me procurou para montarmos uma operação na cidade de São Paulo”, lembra o executivo, explicando que, no processo, a integradora entrou com o investimento financeiro e ele participou, juntamente com um sócio, com o conhecimento dos clientes da capital paulista.

Desde a primeira experiência de expansão, a Allen já realizou outros cinco processos de compra. Com isso, conta hoje com uma carteira com mais de 10 mil clientes ativos, em sete cidades: Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Vitória.
Junto com as incorporações, a integradora aprendeu importantes lições e que hoje aplica aos novos processos. “Este ano, quando adquirimos uma empresa no Espírito Santo, por exemplo, decidimos que o passivo dela não nos interessava e, por isso, fizemos um acordo para absorver apenas o time de profissionais, alocando-os em um escritório próprio”, exemplifica Nogueira.

A experiência em comprar empresas, por sinal, levou a Allen a ser, nos últimos anos, reconhecida por sua estratégia agressiva. Para fazer juz à fama, até o final de 2007, deve destinar R$ 10 milhões – de um faturamento projetado em mais de R$ 150 milhões – para aquisições. “Não dá para achar que estamos em uma situação confortável. Precisamos expandir nossa operação para continuar no mercado”, justifica Nogueira. E, de acordo com o executivo, o grupo pretende entrar, ainda neste ano, nas cidades de Porto Alegre e de Curitiba, além de avaliar parceiros que atuem no interior de São Paulo.

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