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Negócios

Consolidação dos canais brasileiros

Por Por Tatiana Americano, da ChannelWorld

10 de maio de 2007 - 09h00
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Além de saberem se, realmente, querem ser vendidas, essas companhias devem também estar dispostas a enfrentar um longo processo, que Moura compara a um relacionamento amoroso. “Tem a fase do namoro, do noivado e do casamento”, brinca o especialista. Somado a isso, ele lembra que, assim como no matrimônio, envolve muitas ilusões e expectativas das duas partes, pouca experiência no convívio e um difícil caminho para a união estável e sustentável.

Mesmo sem uma fórmula pronta para o sucesso das atividades de compra, venda e alianças, os especialistas no assunto apontam que, necessariamente, elas seguem as três fases citadas por Moura: o namoro, quando as empresas têm os primeiros contatos para entender como funcionam os negócios, buscar sinergias e, principalmente, conquistarem a confiança mútua; o noivado, momento no qual a união já foi decidida, mas ainda depende de uma exaustiva rodada de negociações para definir valores, condições de pagamento, questões fiscais e trabalhistas, modelos de trabalho, entre tantos outros detalhes; e o casamento, que nada mais é do que a documentação em contrato de tudo o que foi definido no noivado, com o objetivo de assegurar o cumprimento de direitos e deveres das duas partes.

Por conta da complexidade dessas etapas e do risco que as empresas correm de cometerem deslizes em todas as fases do processo, a recomendação comum para quem já participou de fusões e aquisições envolve a contratação de uma assessoria externa, que pode ser um escritório de advocacia ou uma consultoria, com experiência no assunto.

“Na hora de contratar essa assessoria, os executivos devem, muito mais do que analisar o currículo e o nome da empresa, ter empatia com o profissional que vai ficar responsável por suportar esse processo”, aconselha o sócio do Bastos-Tigre, Coelho da Rocha e Lopes Advogados. Opinião que, mais uma vez, reforça a importância das relações interpessoais, muito mais do que as de negócios, como item fundamental para o sucesso dos processos de fusão e aquisição.

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