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Ballmer evita falar de Yahoo, mas se diz atento ao modelo de software como serviço

Em conferência esta semana na Califórnia, CEO da Microsoft afirma que companhia nunca fez aquisição do porte de 40 bilhões de dólares.

Por COMPUTERWORLD

11 de maio de 2007 - 10h54
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O CEO da Microsoft, Steve Ballmer, evitou comentar a possível aquisição do Yahoo, mas afirmou esta semana que a companhia normalmente não faz aquisições do porte de 50 bilhões de dólares, como rumores apontavam que seria o preço envolvido na transção da companhia de internet.

Ballmer foi questionado sobre os comentários da possível compra, durante entrevista antes da conferência Sofware 2007, na Califórnia. Depois da apresentação sobre os softwares corporativos da Microsoft, Ballmer foi questionado pelos moderadores do debate a respeito da possível aquisição.

Sem citar o nome do Yahoo, um debatedor perguntou a Ballmer se a Microsoft faria uma compra de "40 bilhões a 50 bilhões de dólares", uma referência a reportagens da semana passada de que esse seria o montante envolvido na compra da companhia de internet.

"A Microsoft nunca discute potenciais aquisições", disse Ballmer, mas acrescentou: "Por definição, nunca fizemos uma aquisição desse porte, mas não comentamos esse tipo de rumor".

Ballmer também discutiu a resposta da Microsoft à tendência de software como serviço, onde o acesso aos sistemas é feito pela internet, normalmente através de um pagamento mensal, ao invés da compra de uma licença para instalação do software na máquina do usuário, modelo usado pela Microsoft nos últimos 32 anos.

Na opinião do CEO, a venda de software como serviço poderá preservar o atual modelo de licenças e de oferta de serviços. Apesar do software estar envolvido em um serviço que estará disponível no que ele chamou de "nuvem da internet", Ballmer citou os eletrônicos de consumo como um exemplo de outro modelo de negócios.

O iPod da Apple ou o Q Cell da Motorola são "experiências software-definidas", segundo ele, mas "seus modelos de rentabilização estão no hardware", afirmou o executivo da Microsoft.

A companhia de software reconhece a dinâmica do mercado. Na medida em que se envolve no modelo de software e serviços, "continuaremos a ver a evolução não apenas na maneira que desenvolvemos o software e o comercializamos, mas também na maneira com que monetizamos", disse ele.

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