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Negócios

Dell defende modelo de vendas diretas, mas admite que canais já geram 20% da receita

Apesar do documento vazado para a imprensa na semana passada, em que o CEO Michael Dell alertava a possibilidade de diversificar o modelo, executivos afirmam que ele ainda é vencedor no Brasil.

Por Por Tais Fuoco, do COMPUTERWORLD

14 de maio de 2007 - 18h43
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Apesar de, na semana passada, um documento interno de Michael Dell aos funcionários da gigante de computadores ter vazado para a imprensa, com detalhes da estratégia da companhia para recuperar a participação de mercado perdida, a companhia reafirmou hoje sua crença no modelo de vendas diretas.

No documento, Michael Dell afirmava que o modelo de vendas "não era uma religião" para a companhia e que, por isso, poderia ser revisto. Para Paul Bell, presidente da Dell para as Américas, que participa da inauguração da fábrica da companhia em Hortolândia, "a afirmação de Dell é um reflexo de quanto o mercado mudou nos últimos 23 anos", desde que a companhia foi criada por ele, em 1984.

Ele admite que, em função dessas mudanças, "hoje 20% dos nossos negócios são feitos através de distribuidores e integradores". Nem por isso, no entanto, a companhia pretende abandonar o modelo direto, disse ele.

"Esse é um modelo de sucesso", afirmou o executivo. Segundo ele, a Dell vai continuar a trabalhar em parcerias para levar ao cliente a melhor solução dentro das suas necessidades.

Bell também afirmou que a receita da Dell no Brasil, desde que ela se instalou no País em 1999, "cresceu mais de 10 vezes" e dobrou nos dois últimos anos "como um reflexo de que o modelo de negócios foi bem aceito por aqui".

A companhia ainda ressaltou, em um vídeo transmitido na cerimônia, que o modelo de vendas diretas, "com um único ponto de contato para o cliente e produção sob demanda, permitiu que a produtividade por funcionário desse um salto de 240% nos últimos cinco anos".

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