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Pirataria de software causa prejuízo de US$ 40 bilhões em 2006

Segundo balanço mundial da Business Software Alliance (BSA), 35% dos softwares instalados em computadores pessoais no ano passado eram piratas.

Por COMPUTERWORLD

15 de maio de 2007 - 10h55
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Trinta e cinco por cento dos softwares instalados em computadores pessoais no ano de 2006 foram obtidos ilegalmente, causando prejuízos de cerca de 40 bilhões de dólares.

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Isso é o que aponta a pesquisa mundial da Business Software Alliance (BSA), divulgada nesta terça-feira (15/05). Segundo a pesquisa, para cada dois dólares em software gastos legalmente, um dólar foi destinado a programas pirateados.

Entre os 102 países listados pela BSA, a China recuou quatro pontos percentuais, passando de 92% em 2003 para 82% em 2006. Segundo a consultoria IDC, por meio da redução de dez pontos percentuais nos últimos três anos, a China conteve prejuízos de 864 milhões de dólares. Segundo o levantamento, o mercado de software original na China cresceu para quase 1,2 bilhão de dólares em 2006, crescimento de 88% sobre 2005.

No entanto, a União Européia e o Canadá continuam a ter grandes prejuízos, apesar das baixas taxas de pirataria. A União Européia teve prejuízos de 11 bilhões de dólares com um índice de 36%, ao passo que o Canadá totalizou 784 milhões de dólares em perdas com taxa de 34%. No Brasil, onde a taxa atingiu 60% as perdas foram de 1 bilhão de dólares.

Na divisão por regiões, a América Latina e a porção oriental e central da Europa apresentam os maiores níveis de pirataria, com 66% e 68% respectivamente. No entanto, os países latinos apresentaram redução de dois pontos percentuais no índice de pirataria em 2006 na comparação com o ano anterior - de 68% para 66%. No período, a Europa recuou um ponto percentual.

Na seqüência aparece a África e Oriente Médio, com índice de 60% - três pontos percentuais acima de 2005. A região da Ásia e Pacífico registrou índice de 55%, à frente de União Européia (36%) e Europa Ocidental (34%). A América do Norte é a região com menor índice de pirataria, segundo a BSA, com 22%.

"Esse prejuízo significativo se traduz em impacto negativo para o emprego na indústria de TI, receitas e recursos financeiros disponíveis para a inovação futura e desenvolvimento de novas tecnologias", informou por meio de um comunicado, o presidente e CEO da BSA, Robert Holleyman. Por outro lado, o executivo considera que a indústria está progredindo, embora haja um caminho longo ainda a percorrer para reduzir a pirataria mundial. 

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