Negócios
Pirataria de software cai no Brasil, mas prejuízo supera US$ 1 bi
Apesar do declínio da taxa de pirataria no País entre 2005 e 2006 – de 64% para 60% -, os prejuízos cresceram quase 50%, e superaram 1 bilhão de dólares.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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ATUALIZADA ÀS 16H - O Brasil encerrou o ano de 2006 com índice de pirataria de 60%, o mais baixo nos últimos quatro anos, aponta o levantamento realizado pela consultoria IDC para a Business Software Alliance (BSA) e divulgado nesta terça-feira (15/05).
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No entanto, os prejuízos causados pela venda ilegal ultrapassaram a
barreira de 1 bilhão de dólares, mesmo com a redução de quatro pontos
percentuais no índice de pirataria na comparação com o ano anterior. Em
2005, as perdas haviam atingido 766 milhões de dólares, o que reflete
crescimento no prejuízo de quase 50%.
“Mesmo com o índice de pirataria recuando, os prejuízos continuam
crescendo porque o mercado também cresce”, explica o diretor-geral da
BSA no Brasil, Frank Caramuru.
O mercado brasileiro ficou abaixo da média regional da América Latina,
que foi de 66%. Entre os países com maior índice da região estão
Venezuela (86%), Paraguai, El Salvador e Bolívia empatados com 82% e
Nicarágua, com 80%. A Argentina totalizou 75% e o Chile, 68%. Já o País
com o menor índice da região foi a Colômbia, com 59%.
De acordo com o executivo, os principais motivos para a redução da taxa
no País estiveram na intensificação das ações de combate por parte das
polícias e também campanhas de conscientização da BSA com parceiras
locais – como a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes).
Só no ano passado foram 570 ações de repressão no Brasil, 900 mil CDs
de software pirata apreendidos e 800 policiais treinados em todo o
País.
“Os incentivos do governo federal e a postura bastante clara ao
software livre contribuíram ainda para coibir a pirataria”, complementa
Caramuru.
Para continuar na trajetória de queda da pirataria, a BSA considera
necessários também a implementação do tratado de direitos autorais da
Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO) e a criação de
mecanismos mais fortes para o cumprimento de lei antipirataria.
De acordo com uma pesquisa da Abes realizada no ano passado, caso o
Brasil recuasse o índice de pirataria em 10 pontos percentuais
conseguiria gerar 21 mil empregos diretos na área de tecnologia,
incrementaria o faturamento direto da indústria de TI em 3,7 bilhões de
dólares e elevaria a arrecadação de impostos em 550 milhões de dólares.
Cerco aos ilegais
A BSA também tem reforçado as ações de combate à pirataria em empresas.
Só no mês de abril foram enviadas 200 notificações extra-judiciais.
Desse total, sete se tornaram ações cíveis. “Geralmente, uns 70% das
empresas que recebem essas notificações legalizam as licenças
posteriormente”, ressalta o executivo.
Denúncias são as principais fontes de informação para a BSA identificar
as empresas com software pirata, tanto pelo seu site quanto pelo
repasse de informações recebidas pela Abes – inclusive pelo
disque-denúncia “Telepirata”, 0800-110039.
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