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Dólar baixo favorece notebook de R$ 1,8 mil, mas configurações pressionam, diz Positivo

Segundo Hélio Rotenberg, diretor-presidente da Positivo Informática, exigência de 512 MB e placa-mãe feita no Brasil para notebooks do Computador para Todos torna difícil o limite de 1,8 mil reais.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

16 de maio de 2007 - 18h17
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A iniciativa do governo federal de incluir computadores portáteis no Programa Computador para Todos é amplamente elogiada pelos fabricantes, mas algumas exigências de configuração fazem com que o limite de preço de 1,8 mil reais fique difícil de ser atingido.

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Dell admite dificuldade em atender configuração do notebook do governo a R$ 1,8 mil

Segundo Hélio Rotenberg, diretor-presidente da Positivo Informática, a expectativa era de que o governo incluísse um notebook com configuração de 256 Megabytes (MB) no programa, e não o anunciado de 512 MB. Além disso, a exigência de que parte das placas-mãe utilizadas sejam produzidas no Brasil também encarece o processo produtivo.

“Ficamos felizes com a inclusão do notebook no programa, mas o preço está apertado. É bem difícil atingir o patamar de 1,8 mil reais com essa configuração. Estamos na fase de analisar, de fazer os cálculos”, ressaltou em entrevista ao COMPUTERWORLD. A Positivo Informática já tinha um computador com requisitos semelhantes ao exigido pelo programa – como tamanho e softwares de código aberto – à venda no mercado por 1.799 reais. No entanto, a memória utilizada era de 256 Megabytes.

De acordo com o executivo, porém, o dólar em queda tende a favorecer a situação dos fabricantes. “Se a portaria tivesse saído na semana passada, quando o dólar estava acima do patamar de 2 reais, eu não ousaria dizer que chegar ao patamar de 1.800 reais era possível”, complementa.

Rotenberg afirmou ainda que a Positivo está em conversas com o governo sobre um detalhe de configuração a respeito do slot PCMCIA tipo II. De acordo com o executivo, hoje os notebooks já podem apresentar alternativas mais avançadas, como o express card. “Neste sentido, precisamos confirmar se podemos utilizar eventualmente esse express card em substituição ao PCMCIA, já que esta é uma alternativa mais avançada”, informa.

No início desta semana, a Dell comentou também que considera o limite de 1.800 reais muito apertado para a comercialização de um notebook com essas configurações.

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