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Negócios

Nova York acusa Dell de enganar os consumidores

Processo aberto ontem na Justiça é mais um capítulo na série de problemas que a gigante americana de computadores enfrenta.

Por COMPUTERWORLD

16 de maio de 2007 - 16h18
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O advogado geral do estado de Nova York, Andrew Cuomo, entrou com um processo contra a Dell Inc. na Suprema Corte nesta terça-feira (15/05), de acordo com o escritório do condado de Albany, onde ele foi protocolado. Cuomo planeja dar maiores detalhes em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (16/05).

Uma reportagem do Wall Street Journal, no entanto, afirma que o processo alega que a Dell enganou os consumidores ao aplicar taxas mais altas de crédito nas suas vendas de computadores, apesar de anunciar financiamento a taxas baixas nas campanhas de marketing.

A ação também afirma que a Dell falhou em fornecer descontos, garantias e suporte técnico de forma tão simples como havia prometido, de acordo com a reportagem.

A Dell nega as acusações e planeja recorrer, segundo uma mensagem eletrônica encaminhada pelo porta-voz Bob Kaufman.

"A Dell vai se defender vigorosamente de todas as acusações na Justiça", Kaufman disse. "Estamos confiantes de que vai ficar claro que nossas práticas são justas e apropriadas. Embora um único consumidor insatisfeito seja muito, as alegações do processo são baseadas em uma pequena fração das transações da Dell realizadas em Nova York", afirmou o porta-voz.

As acusações do processo afetam diretamente a imagem que a Dell tenta reconstruir nos últimos meses. Depois de vários trimestres de vendas desapontadoras em 2006, a companhia prometeu reconstruir a si mesma através do investimentos de 100 milhões de dólares no serviço de atendimento ao cliente e da eliminação de seu complexo sistema de descontos em favor de preços mais previsíveis.

A Dell também perdeu participação de mercado para a rival Hewlett-Packard (HP) no ano passado, demitiu seu CEO em janeiro e trouxe de volta ao cargo o fundador Michael Dell. A empresa ainda está sob investigação financeira da Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que fiscaliza o mercado de capitais americano.

Por conta da investigação, a fabricante de computadores atrasou a publicação dos dois últimos balanços trimestrais e admitiu, em março, que uma auditoria interna encontrou evidências de conduta indevida.

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