Negócios
SOA traz agilidade, não necessariamente corte de custos
Pesquisa mundial do Gartner obtida com exclusividade pelo COMPUTERWORLD aponta que experiência prática de empresas com SOA tiveram agilidade como grande resultado.
Por Vinícius Cherobino, do COMPUTERWORLD
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“Os dados obtidos indicam que o SOA chegou”. É assim que abre o estudo do Gartner sobre a arquitetura orientada a serviços, um dos temas mais quentes para as corporações em tecnologia da informação nos últimos anos. O levantamento ouviu cerca de 700 empresas na América do Norte e na Europa com iniciativas em SOA.
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Ao contrário das outras pesquisas, o estudo do Gartner buscou entender os impactos das experiências práticas em SOA nos clientes. A grande melhora foi na agilidade de negócios, com mais de 50% dos entrevistados afirmando que tiveram um impacto positivo. O reuso também foi um ponto interessante. Ao todo, 50% dos entrevistados relataram ter algum ou significativo impacto na reutilização de serviços.
Em pontos negativos, o maior inimigo de SOA nas empresas clientes foram os custos. No total, 32% dos entrevistados afirmaram ter vivenciado impacto negativo baixo ou significativo nos gastos, enquanto 47% não experimentaram nenhuma alteração. O desenvolvimento da produtividade, da mesma forma, não foi atingido. Mudanças positivas neste quesito foram realidade para apenas 9% dos ouvidos.
O SOA ainda não está gerando crescimento em receitas para a companhia, já que a maior parte das empresas declarou não ter tido alta em faturamento como resultado da arquitetura orientada a serviços. A previsão é interessante para, defende o estudo, deixar mais claro o que os clientes podem esperar de resultados, em vez de aceitar passivamente a panacéia prometida pelos fornecedores. O Gartner prevê que, até 2008, menos de 30% das iniciativas estratégicas de SOA serão justificadas apenas em termos de benefícios para TI (possibilidade é de 90%). A grande justificativa para projetos de SOA são os ganhos em negócios.
Ainda assim, a presença de SOA no orçamento só está aumentando. Em meados de 2005, os entrevistados afirmaram que as iniciativas em SOA e Web services tiveram 11% do total do orçamento de TI. Valor que, no final de 2005, subiu para 14%. Em 2006, somada também iniciativas de Web 2.0, esse montante subiu para 18%. Para o final de 2007, o instituto estima que estas tecnologias vão receber mais 4% do orçamento de TI, ficando com 22% do total.
Contudo, as boas notícias para o SOA ficam por aí. O instituto ressalta que, até 2010, menos de 25% das grandes corporações terão desenvolvido as habilidades técnicas e organizacionais necessárias para entregar a arquitetura orientada a serviços em toda a organização. A probabilidade de realização disso é, de acordo com o instituto, de 80%.
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