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Negócios

Rio Grande do Sul cria fundo de capital de risco para atrair empresas de software

Projeto faz parte da Lei de Inovação que a governadora Yeda Crusius encaminha à Assembléia Legislativa no próximo mês para tornar o estado mais atraente ao setor de TI.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD*

21 de maio de 2007 - 11h31
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O governo do Rio Grande do Sul começou a atrair recursos nacionais e internacionais para criar um fundo de private equity que financie a instalação de companhias de software e alta tecnologia no estado.

A medida faz parte de um projeto da governadora Yeda Crusius, que pretende encaminhar à Assembléia Legislativa, no próximo mês, uma Lei de Inovação com incentivos para atrair empresas de software, biotecnologia e inovação ao estado.

Como explicou o secretário estadual de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, Nelson Proença, o governo pretende fornecer incentivos fiscais de acordo com a inovação trazida. "Não vamos abrir mão da receita que já temos, mas nos dispomos a dividir com as empresas parte da receita que ainda não temos", explicou.

O governo estadual está avaliando leis de inovação de outros estados e até de outros países para usar como modelo. "Irlanda e Malásia são países que têm leis de inovação de destaque", citou o secretário.

Segundo ele, o fato da Dell ter levado sua unidade fabril para Hortolândia (SP) teve como compensação a decisão da companhia americana de manter no Rio Grande do Sul o centro de desenvolvimento de software. "A folha de pagamento do centro de software é três vezes maior que a do pessoal da fábrica", comparou.

Além disso, ele afirma que "muitas outras companhias de tecnologia" negociam sua vinda para o Rio Grande do Sul, "inclusive algumas indianas", citou.

Em relação ao fundo, Proença afirmou que "há muito dinheiro disponível hoje no mundo e os investidores não sabem onde aplicar". Recentemente, o governo gaúcho criou um fundo para financiar energia renovável e atraiu 1 bilhão de dólares, lembrou ele.

"A perspectiva do Brasil é boa para o mercado internacional", afirmou o secretário, que participou da abertura do 4º Brazil International Tech Symposium, em Porto Alegre. Por isso, ele acredita que "dinheiro não será problema".


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