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Negócios

Quem ganha e quem perde no setor de tecnologia com a desvalorização do dólar

Neste ano, moeda norte-americana já se desvalorizou 9% e está abaixo dos R$ 2 desde 15 de maio. Saiba as conseqüências.

Por Ralphe Manzoni Jr., do IDG Now!

23 de maio de 2007 - 09h25
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O dólar não pára de cair. Desde 15 de maio está abaixo da cotação de 2 reais. Neste ano, o real já se valorizou 9% frente ao dólar. Quem são os vencedores e os perdedores no mercado de tecnologia.

O IDG Now! ouviu Mauro Peres, diretor de consultoria do IDC Brasil, e Ivair Rodrigues, diretor da IT Data, sobre a queda do dólar. Veja suas posições.

Leia também:
> Preço do PC já caiu 5,4% em 2007, diz Fipe
> Mercado ilegal: diferenças entre laptops e desktops

Quem ganha

Consumidor: um PC fabricado no Brasil conta com 80% de partes e peças importadas. Com o dólar em queda, esses componentes ficam mais baratos.

Neste ano, o preço de computador na cidade de São Paulo teve queda de 5,4%, segundo o IPC da Fipe. No ano passado, a redução foi de 15%.

Na visão dos especialistas, não há espaço para aumento de margens neste setor, pois a competição é bastante acirrada. Quem não repassar a queda de custo ao consumidor, pode perder mercado.

O preço das licenças de software de empresas estrangeiras também tende a cair, pois é baseado na cotação do dólar.

Empresas de hardware: o mercado de computadores cresceu mais de 21% no primeiro trimestre de 2007, segundo dados da IT Data, divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica. Com produtos com preços mais baratos, a tendência é vender mais.

Quem perde

Exportadores: quem exporta perde competitividade, pois o valro do bem vai ficar mais caro na moeda norte-americana. É o caso das empresas de celulares e de monitores.

De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), as exportações de celulares caíram de 585 milhões no primeiro trimestre de 2006 para 518 milhões nos primeiros três meses deste ano, redução de 67 milhões de dólares ou 11%.

Exportadores de serviços: empresas brasileiras ficam menos competitivas para brigar contra as indianas, majoritárias neste mercado.

Mercado ilegal:
a participação do mercado cinza ilegal está em queda no Brasil. De acordo com dados da IT Data, caiu de 43% para 38%, no caso dos desktops, no primeiro trimestre de 2007.

Em notebooks, segundo a IT Data, ocorreu um aumento, pois os fabricantes locais não conseguiram suprir a demanda, que cresceu 130% nos três primeiros meses de 2007.

Com dólar em baixa, os contrabandistas perdem a vantagem do preço. De acordo com o IDC, para se manterem na ativa, os negócios ilegais migraram para PCs com configurações mais avançadas e faixas de preços mais elevadas.

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