Negócios
Com Web 2.0, Adobe quer se aproximar do mercado corporativo
Sites colaborativos e webconferences estão entre os recursos que a companhia espera oferecer às empresas a partir da aquisição da Macromedia.
Por Cláudia Zucare Boscoli, da CIO
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O grande desafio da Adobe para este ano, revela seu diretor de distribuição e licenças Luis Maian, é mostrar que ela não é apenas referência em imagem e criação e aproximar a marca do mercado corporativo.
“Com a aquisição da Macromedia, incorporamos uma série de tecnologias para o mercado corporativo. Este é o nosso desafio agora: colocar na cabeça dos CIOs que a Adobe tem soluções para eles também”, explica Maian, que destaca os investimentos em PDF e Flex 2.
Os projetos baseados na tecnologia Flex 2, segundo Maian, aproveitam a onda Web 2.0, oferecendo soluções de Rich Internet Application. “A Web 2.0 baseia-se na imagem e na interação do usuário. Basta olharmos a tendência criada pelo YouTube”, aponta.
Nesta linha de oferecer produtos altamente sofisticados para web, a Adobe foi a responsável pelo novo site da Harley Davidson, no qual o comprador pode montar a própria moto com mais de 400 itens customizados (todos, sem exceção, disponíveis visualmente), fazer e desfazer modelos a partir de seu gosto – e também de seu bolso.
“Antes, o cliente conseguia montar o produto dos seus sonhos pela internet, mas não sabia quanto custaria no final. Fazia o processo inteiro e, depois, cancelava a compra e começava tudo de novo, do zero”, explica o executivo. Agora, o consumidor acompanha, simultaneamente à seleção de itens, o valor final do produto, podendo, inclusive, ir e voltar à vontade no sistema, acrescentando e tirando acessórios – isto, graças à integração do Flex 2 com o ERP da empresa.
“Se escolhi o tipo de assento que quero e a cor do couro, mas achei caro o acabamento com costura, volto e tiro só o acabamento, sem alterar nada além disso”, exemplifica. E justifica a inovação: a Harley Davidson é uma marca de apaixonados. “Então, ela tem que proporcionar experiências diferentes. Desta forma, o usuário imprime à moto sua personalidade, se é mais agressivo, mais conservador etc”.
Para acessar o site, é preciso ter o Flash Player, o que, garante Maian, não é problema: “As pesquisas apontam que 98% das máquinas de todo o mundo já têm, hoje, este programa”.
Outro nicho a ser explorado com o Flash Player são as webconferences. Com o Acrobat Connect Professional, a Adobe espera também conquistar os executivos interessados em investir em reuniões virtuais.
“Com a disponibilidade de banda, ficou mais barato e simples usar e armazenar vídeos. Fora isso, o mundo está globalizado e não cabe mais no orçamento das corporações tantas viagens, passagens, estadas”, diz Maian. Com tecnologia totalmente baseada em Flash, a webconference pode ser feita por quem possui o programa e pode ser vista por qualquer um com acesso à internet.
“Basta acessar a URL, que pode ser personalizada para facilitar a divulgação, e acompanhar a exibição”, explica. Amplamente utilizado nas organizações, a utilização dos arquivos PDF deve aumentar com a promessa de mais segurança na troca de dados confidenciais.
“Todas as empresas, hoje, sofrem com a facilidade de qualquer funcionário pegar um dado importante, sigiloso e repassar para a concorrência, para a imprensa, enfim. Com o PDF, hoje lido por 83% de todas as máquinas existentes do País, você consegue incluir um controle ao arquivo, determinando que o documento só será lido, mas não poderá ser alterado, encaminhado, copiado, impresso, nada”, diz.
A novidade fica por conta do PDF/A, padrão ISO para arquivamento de longo prazo, com vida útil estimada em 100 anos e que já pode ser usado em documentos em PDF, Word e Excel. “A promessa do ‘escritório sem papel’, muito difundida nos anos 80, não foi colocada em prática porque as pessoas ainda temem perder os documentos, mesmo aqueles arquivados com toda a tecnologia disponível. Agora, elas poderão acreditar nas máquinas”, finaliza.
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