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Negócios

TBA prepara IPO e abre temporada de compras

Grupo pretende adquirir empresas com especialização em infra-estrutura para telecom, mercado financeiro e governo.

Por Por Denise Sammarone, da ChannelWorld

29 de maio de 2007 - 17h05
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Finda a parceria com a indiana Tata na TCS Brasil, o grupo TBA prepara a abertura de capital da integradora B2Br e da consultoria em segurança True Access Consulting. Para tanto, o grupo consolidou uma área de relação com os investidores que vai conduzir a empresa ao IPO (Inicial Public Offering), programado para acontecer entre 12 e 18 meses. A empresa também contratou a consultoria Delloite para auxiliar na estruturação da futura integrante da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).

Antes disso, contudo, o grupo dá inicio a uma temporada de compras que, segundo Cristina Boner, presidente e fundadora da holding TBA, deve acontecer antes, durante e depois do processo de abertura do capital. "É uma forma de ganhar musculatura, visando não a expansão no mercado interno e externo", explica a executiva, reforçanco que todo conhecimento adquirido na parceria com a TCS para vai servir de base para a estratégia de tornar a empresa uma multinacional.

A TBA, de acordo com Cristina, está de olho em empresas com especialização em infra-estrutura de TI, em especial, BPO (Business Process Outsourcing), datacenter, mobilidade e serviços ao cidadão, especializadas em telecom, finanças e setor público. "Este último segmento, vai obedecer a estratégia de empacotar soluções de governo eletrônico, expertise naturalmente brasileira, para levar para o mercado internacional", adianta a fundadora da TBA.

As aquisições devem ser subsidiadas, entre outros recursos, pelo aporte que a TBA recebeu com a venda da participação de 49% na TCS Brasil, avaliada em US$ 33,4 milhões.

Cristina revela, no entanto, que a TBA não está só interessada em adquirir empresas. “Podemos buscar fusões ou acordos operacionais, por exemplo. Os casos serão analisados a medida que as oportunidades surgirem”, explica a presidente do grupo.

Sobre a venda da participação na TCS Brasil, Cristina explica que a parceria foi encerrada conforme o acordo inicial entre as empresas. "O planejamento estratégico do Grupo TBA previa a busca por conhecimento em TI e gestão e o prazo era de cinco anos", comenta a executiva, reforçando que para os indianos da Tata a aliança foi uma forma de abrir as portas e entender o mercado brasileiro.

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