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Datasul traça estratégia para fortalecer presença na Argentina

País vizinho responde pela maior base de clientes da companhia fora do Brasil e ganha, a partir de hoje, um country manager e novas franquias.

Por Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

30 de maio de 2007 - 10h45
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A Datasul anuncia hoje, em Buenos Aires, a nomeação do executivo argentino Jorge Nigro para o cargo de country manager de sua subsidiária na Argentina.

A contratação do executivo faz parte da estratégia da companhia brasileira para dar novo impulso à sua presença naquele país, onde a Datasul investiu 3 milhões de dólares, valor que incluiu a compra da Meya, no final de 2006.

Nigro tem passagens pela IBM, Informix e Ardison e foi membro da Câmara Argentina de Software e Serviços Informativos (CESSI). Ele terá a missão de consolidar a presença da Datasul no país, segundo a companhia de software.

Jorge Steffens, presidente da Datasul, lembra que a companhia tem presença na Argentina desde 1995, período no qual conquistou cerca de 40 clientes. A crise econômica vivida pelo país, entretanto, interrompeu o ciclo de crescimento da região, que só nos últimos anos foi retomado.

"O país voltou a crescer, mas principalmente entre as próprias companhias argentinas. Isso não se refletiu nas multinacionais", explicou. Segundo ele, há uma série de companhias de porte médio na Argentina para quem a Datasul pretende fornecer seus sistemas, mas todas estão bastante cuidadosas com cada novo investimento depois da crise.

De qualquer forma, a aquisição da Meya fez com que a base de clientes da Datasul mais que dobrasse. Hoje, ela tem uma carteira com algo como 100 contas naquele país, "a maior base instalada fora do Brasil", acrescentou o executivo.

Diante das oportunidades existentes entre as empresas de porte médio e da estabilidade econômica local, a Datasul decidiu fortalecer a subsidiária com a contratação do country manager, o reforço da equipe de vendas, com a criação de uma quinta franquia, e a implantação de um centro de localização para os países de língua espanhola, instalado em Córdoba.

Segundo Steffens, a economia argentina hoje cresce entre 8% e 9% ao ano, mas o segmento de ERP, em que a Datasul atua, cresceu 18,2% no ano passado.

Os investimentos no reforço da presença na Argentina têm uma meta clara: a companhia quer ser a terceira maior - e a primeira entre as pequenas e médias empresas - do país em um período de três a cinco anos.

Steffens admite que a SAP e a Oracle lideram no país vizinho, mercado bastante pulverizado onde atuam cerca de 12 companhias de ERP. Mas a Datasul promete agressividade: "até hoje atuávamos muito timidamente tanto em eventos como em propaganda", reconheceu. Mas isso irá mudar, diz ele.

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