Negócios
BB e CEF definem concorrentes para construção de datacenter
Instituições selecionam três participantes para participar a primeira parceira público-privada administrativa do governo federal.
Por COMPUTERWORLD*
O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal definiram três participantes para a concorrência pública destinada à construção do Complexo Datacenter, que caracteriza a primeira parceria público-privada administrativa do governo federal e com investimentos avaliados em 300 milhões de reais.
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Participarão da licitação no próximo dia 13 de junho os consórcios formados pelas empresas Brasil Telecom/Funcef, Delta Engenharia/Termoeste e Acciona/W. Torre/Carioca Engenharia. O novo centro permitirá o andamento de transações financeiras, mesmo em casos de desastres e dará continuidade ao aproveitamento conjunto de infra-estrutura pelos dois bancos, iniciado com o compartilhamento de terminais bancários em 2005.
As propostas comerciais apresentadas pelas empresas serão reveladas apenas momentos antes da realização do leilão por lance viva-voz. O vencedor será o que apresentar o menor valor de julgamento, desde que considerado exeqüível e não exorbitante pela comissão de licitação. Após a divulgação do resultado, os vencedores terão prazo de 100 dias para iniciar as obras.
O projeto prevê 24 mil metros quadrados de área construída, sendo 5,2 mil apenas para abrigar equipamentos de TI. Do total da estrutura, 4,2 mil metros quadrados são apenas para o BB e mil metros quadrados para a CEF.
Responsável pelas obras, o parceiro privado deverá gastar os 300 milhões de reais e fará a locação do prédio por 25 anos para a empresa pertencente ao Banco do Brasil e à Caixa. Ao final do contrato, o consórcio pagará cerca de 800 milhões de reais pelo aluguel.
O projeto faz parte do empreendimento da Cidade Digital, área próxima ao Parque Nacional de Brasília que abrigará um pólo tecnológico, o Complexo Datacenter representa a aposta do governo do Distrito Federal para atrair pequenas e médias empresas para a região. A autorização para a consulta pública partiu do Comitê Gestor de Parcerias Público-Privadas do governo federal, coordenado pelo Ministério do Planejamento.
Na ocasião do anúncio do projeto, a então governadora do Distrito Federal, Maria de Lourdes Abadia, estimou que o novo pólo tecnológico poderá gerar até 40 mil empregos.
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